quarta-feira, 9 de junho de 2010

The Morning Benders, dia 18 Julho no SBSR


Há bandas que nos fazem sonhar, outras que nos fazem vibrar, outras que nos fazem saltar para o meio da pista de dança e outras que nos provocam rasgados sorrisos… E depois há os The Morning Benders. Sem grandes explicações, o que se passa com a música destes meninos é de definição simples: canções que fazem sentir bem e que apetecem cantarolar, óptimas no combate aos laivos de má disposição que possam eventualmente surgir durante o dia ou até prescritas para ultrapassar aquela sensação horrível de ter acordar nas primeiras horas matinais... Só têm dois aninhos, estrearam-se em 2008 com ‘Talking Through Tin Cans’ (um registo que ganhou o título de melhor trabalho indie/alternativo de 2008, no iTunes) e o ano passado o eco engrandeceu com o trabalho (notável!) ‘Big Echo’. Andaram na estrada com bandas como The Kooks,  Death Cab For Cutie, Ra Ra Riot, The Rosebuds, Au Revoir Simone We Are Scientists, White Rabbits e The Submarines. E este ano o caminho vem dar a terras lusas. É verdade! O colectivo californiano actua no Super Bock Super Rock, no último dia do festival: dia 18 de Julho, no palco EDP. Com influências – mais que nítidas! – dos Beach Boys, trazem o som da praia para bem perto de nós, e de perto esperamos todos ouvir a harmonia melódica de pequenas delícias como ‘Excuses’ ou ‘Promises’ .
 
 
 http://www.myspace.com/themorningbenders
Leo

terça-feira, 8 de junho de 2010

She Was There, Grizzly Bear@Coliseu Lx- E o urso veio à cidade…


‘Imaginem que isto é uma sala de espera de um hotel e eu sou a vossa entertainer… Divirtam-se!’ E a sala, que não estava ainda totalmente cheia, ria e descontraidamente entrava com Cibelle por caminhos de Terra Cruz. O cenário visual, em estilo cabaret, convidava a uma viagem serena. A música, excêntrica como só ela sabe, contradizia a serenidade e levava quem ouvia por caminhos de momentânea insanidade, à semelhança de uma Janis Joplin em meados de 70 num qualquer palco de Woodstock. ‘The Gun And The Knife’, a balada sentimental, como lhe chamou, ‘Escute Bem’, ‘Sad Piano’ e uma versão de ‘It's Not Easy Being Green’, essa mesma, a música do Sapo Cocas, foram algumas das músicas que intercalava com pequenos gracejos do género “agora vou imitar a voz de uma novela da globo, mas uma novela das 19h da tarde…”. Um concerto que cumpriu o propósito de aquecer um público que começava a chegar.

Passados 15 minutos do final dessa excêntrica primeira parte, eis que o urso se faz ao palco!
Com um cenário que deliciosamente imitava uma festa de aldeia, com direito a lâmpadas penduradas em fios, o fenómeno Grizzly Bear enchia corações. Em êxtase, o público, que dele tinha tanta sede, já enchia um Coliseu sentado (um formato que nunca apetece, principalmente com uma banda destas!). ‘Southern Point’ abre as hostes. E depois, com Cheerleader, já começa a apetecer levantar… e o concerto só agora começou… ‘Lullabye’ e a fenomenal ‘Knife’, registos do segundo disco de originais, onde o folk abraça a genialidade musical de quem dele se apodera são os registos que se seguem e, sem nos apercebermos, estamos todos completamente rendidos! Porque os Grizzly Bear são assim: uma doce mistura de ar de meninos do colégio com um registo poderoso em palco, quase como se o urso ganhasse forma de leão.

As músicas, que já são fortes, ganham ali o triplo da força e as vozes de Edward Droste e Daniel Rossen, acompanhados pelos instrumentos de Christopher Taylor (baixo), à esquerda, e Christopher Bear (bateria), à direita, não deixam margem para dúvidas: a banda de Brooklyn é fenomenal em formato live!  Antes de ‘Fine For Now’ e ‘Two Weeks’, aproveitam para fazer o elogio típico ao país, fazem-no como uma graça que só eles conseguem: “Tomámos tempo para conhecer a cidade. Gostávamos de cá vir assim... de 5 em 5 meses!” Ao que o público responde em formato êxtase!

Seguiram-se ‘Two Weeks’, ‘Colorado’, que trouxe o rock  e os riffs enfurecidos e ‘Deep Blue Sea’, que trouxe um momento de pura magia, sublime! ‘Ready Able’ dá continuidade à sensação de arrepio na espinha e é nessa altura que a banda anuncia a sua presença no SBSR. ‘I Live With You’ e ‘Foreground’,  ‘While You Wait For The Others’, ‘On a Neck’, ‘On a Spit’ e ‘Fix It’ (o único tema do primeiro disco) trazem a amarga despedida.

O encore, reservado a Veckatimest e uma versão acústica de ‘All We Ask’ dá o toque final a um espectáculo que nos ultrapassou a todos em grandeza.

 Leo

domingo, 6 de junho de 2010

LCD Soundsystem (Optimus alive 10!)

Se tiverem que preparar um aperitivo no terraço no Verão num final de tarde de um 5a. feira e o DJ de serviço partiu a perna num acidente de scooter não muito grave e não pode vir, então, este post pode revelar-se muito util. 
Comecem com um muito cool Someone Great, depois para se sentirem como quando eram teenagers cliquem em Sound of Silver. A esta altura ja devera haver muito boa gente com 4 ou 5 Mojitos a mais, que começam a ficar unusually wild então Drunk Girls (2010) devera ter um bom efeito, até porque também devera drunk boys ... Mais tarde Disco Infiltrator levera a vossa party a um outro nivel. E para um momento Marcarena, ponham todo o people a imitar a coregrafia de On repeat.  

Pois é, James Murphy, um dos norte americanos de NY city mais cool que vão pisar o solo português neste Verão, chegou ficar (mesmo que ande ha muito a ameaçar parar) para alegrar profundamente os nossos fins de tarde solarengos.
Para nos situarmos melhor e sabermos onde os encaixar, desta vez são eles mesmo que nos ajudam. And I quote " gay stuff. disco. bored people. a poorly executed fist-fight. sandwiches without too much meat and stuff on them. records that you used to hate but are kind of cool now that you heard them again years later at your friend's house. hipster nonsense. midrange, and not so much bass-and-treble. an engine that needs the timing looked at and is running at capacity. a band." E pronto, assim fica tudo mais simples.

E aqui ficam com uma cover better than real de Alan Vega "Bye Bye Bayou"



Mle_Carla, à espera do aperitivo

sábado, 5 de junho de 2010

New Young Pony Club (Optimus Alive 10 !)

Outra vez Londres. We will always have London... O nome é em referência a um grupo irlandês "Pony Club", segundo a cantora Tahita Bulmer, aka, Ty, mas so acredita quem quiser.
Os entendidos nas gavetas enfiam-os no movimento "New rave" ou no "Fluokids" ali mesmo, bem arrumadinhos entre os Klaxons, ou Hadouken!, os The Rapture e os Cansei de Ser Sexy.
Entre os seus dois albuns o meu coraçãozinho dançante balança mais para o primeiro, o Fantastic Playroom (Ice Cream e The Bomb cliquem ! cliquem ! são os sons que farão dançar os braços e as pernas mais timidas), mas aceita muito bem o novo Optimist, que estranhamente me parece mais pessimista, que acaba de estrear.
Para ir na crista da onda, estou a fundo no novo album. Para ter a certeza que não me enganei na preferência... E como é fim de semana e não vou à praia, não me apetece escolher entre os dois hits deste novo album, por isso, aqui vai um :


E aqui vai o outro :

Have Fun !

Discografia :  2007 - Fantastic Playroom, 2010 - The Optimist
Site oficial - http://newyoungponyclub.com/
Outros sites : http://www.wearepony.com/
www.myspace.com/newyoungponyclub


Mlle_Carla, optimista, mas de olho e ouvido no Ice Cream

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Crookers (Optimus Alive 10 !)

Os Crookers são um duo de DJs que fez um primeiro albúm, Tons of friends, estranhamente repleto de grandes nomes como Kelis, Roisin Murphy, Spank Rock, Will.I.AM, Yelle, Soulwax e Kardinal Offishall. Eles explicam que conseguiram convencer toda a gente com o segredo da receita de pasta da avó de um deles e que também fizeram muito amor com todos os participantes. And you know ... italians do it better...
A primeira vez que percebi que os Crookers eram algo a infiltrar nos meus auscultadores com urgência, foi quando a Roisin Murphy (Moloko) quase me fez ter uma acidente de viação. Ouvir rádio, enquanto se conduz pode ser mesmo muito perigoso, principalmente se, do nada, bate-nos o som que está no quadradinho aqui em baixo. Para a próxima bebo alcool ou falo ao telemóvel, sempre é mais seguro.


And they are :  Andrea Fratangelo, aka, Phra et Francesco Barbaglia, aka, BOT que em 2003 tiveram a boa ideia de formar os Crookers. Encontra-se por aí muitos remixes desde duo, mas tropeçamos agradavelmente mais vezes no "Day N night" de Kid Cuti.

Mlle_Carla, quase a ir contra os semaforos...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vampire Weekend, Holiday, new video (SBSR 17 Julho)


Porque ainda não estavam neste blog, não sei explicar porquê.
Os seus dois álbuns 'Vampire Weekend' e o recente 'Contra' são dos mais usados pelos meus ouvidos.
Porque o som é para dançar, é ritmo, é férias.
Porque estou de férias.
Porque têm um novo video-clip.
Porque sim.
http://www.vampireweekend.com/


IndieAna, em Holiday mode

segunda-feira, 31 de maio de 2010

La Roux - Será que é desta que a vamos ver/ouvir ? Optimus Alive 10


Foi há uns meses atrás que um iluminado me apresentou o som de La Roux, explicando-me que se tratava de "algo" a meio caminho entre Lady Hawke e a Kyle Minogne dos anos 80. Foi a medo que me deixei ficar sem tapar os ouvidos. I was wrong !
Imagem androgena à la David Bowie, com uma onda controladamente rebelde. Som inspirado nos saudosos sintetizadores dos 80, alguém disse Depeche Mode ?, longe, longe da Lady Gaga com quem às vezes é comparada.
La Roux, como já devem ter desconfiado não foi o primeiro nome que veio à cabeça dos seus pais quando a viram na maternidade, Elly Jackson, londrina do sul é mais nova do que me apetece dizer, tem muito, muito estilo e chegou para não nos deixar sentar sossegados.
Com o album Quicksand, saíu um single do mesmo nome, os dois mega hits In for the Kill e Bulletproof e um não menos mediático I'm not your Toy. Mas o que me faz mesmo shake my @@s é este Tiger Lili :




Dentro do género, mas um pouco mais ao lado podem experimentar Little Boots ou checkar o que anda a fazer a cantora dos Moloko bring them back !!! Roisin Murphy.
Não sei se repararam mas este post com 7 links foi um três em um.

Mlle_Carla, dançando ao som da espera dos festivais de Verão

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Snow Patrol, será que vai nevar no Rock In Rio?


Eu podia dizer que era daquelas pessoas que dizia 'Eu não vou ao Rock In Rio'. Agora já não posso. Aliás, passei a ter muito cuidado com isto de dizer coisas, daquelas que dizemos como se fossem verdades absolutas, desde que há uns meses foi anunciada a vinda, pela primeira vez a Portugal, de uma banda que sigo há bastante tempo e que nunca tive oportunidade de ver ao vivo e a cores. E a Patrulha da Neve vai actuar onde? Pois, é já hoje no Rock In Rio. E agora sou daquelas pessoas que dizem 'Eu vou ao Rock In Rio' este ano e quem sabe se não passo a ir mais vezes?

Os Snow Patrol tocam hoje no Palco Mundo e a Rita dos Sapatos Vermelhos vai estar com eles. Rita RedShoes cantará com Gary Lightbody, o vocalista e líder dos Snow Patrol, o tema  'Set the Fire to the Third Bar', originalmente cantado por Martha Wainwright, do álbum “Eyes  Open” editado pela   banda em 2006. Esta canção está ainda incluída no novo álbum dos Snow  Patrol, "Up To Now", uma colecção dos seus grandes êxitos.


http://www.snowpatrol.com/
IndieAna em 'bora' lá ao RIR mode

quarta-feira, 26 de maio de 2010

He was there ! The XX na Aula Magna

Não sou habitué em reviews mas os dealers pediram-me um relato e aqui estou eu a cumprir uma promessa, quase religiosamente.
Para dizer a verdade e para seguir a linha do que vivi durante muito pouco tempo ontem à noite, nem deveria dizer nada.
A palavra chave foi minimalismo.
Fiel ao album, o concerto foi puro, sem faltas, iluminado com excelência e claro, memorável.

Fácil de imaginar, dress code all black. Coloquem o album a tocar uma única vez nos auscultadores, fechem quase completamente os estores, abram e fechem os olhos e extasiem-se naquilo que é o melhor som dos últimos tempos.
Os que foram mais rápidos do que a sombra e conseguiram os bilhetes para a Aula Magna assistiram durante pouco menos de uma hora a um concerto com a precisão de uma orquestra bem afinada.

Mais palavras para quê ? Quem esteve lá deverá compreender o que escrevi aqui.

Para quem tem pouca imaginação, em Bruxelas foi assim:


J.S.

Outro post sobre The XX aqui

terça-feira, 25 de maio de 2010

Festivais de Verão - O guia 2010 (Actualização)

Atenção !
Este post é itinerante e evolutivo. A informação nele compilada foi considerada de utilidade publica.

Optimus Alive ! 10
Passeio maritimo de Algés - 8 9 10 Julho
http://optimusalive.net/
8 de Julho

Palco Optimus
Faith No More , Alice in Chains , Kasabian , Moonspell , Biffy Clyro
Palco Super Bock
Florence and the Machine , The xx , La Roux , Calvin Harris , Burns , The Drums
9 de Julho
Palco Optimus
Skunk Anansie , Manic Street Preachers , Deftones , Mão Morta , Jet
Palco Super Bock
Gossip , Hurts , New Young Pony Club , The Maccabees , Booka Shade , Holy Ghost! , Steve Aoki , Bloody Beetroots
10 de Julho
Palco Optimus
Pearl Jam , LCD Soundsystem , Gogol Bordello , Gomez , Dropkick Murphys
Palco Super Bock
Simian Mobile Disco , Peaches , Big Pink , Boys Noize , Girls , Miike Snow , Crookers

SuperRock SuperBock 16a edição
16, 17 e 18 de Julho, Herdade do Cabeço da Flauta, Meco
16 de Julho

Pet Shop Boys , Cut Copy , Keane , Jamie Lidell , Beach House , Palma's Gang , St. Vincent , The Temper Trap , M-Nus Showcase: Richie Hawtin, Marco Carola e Magda
17 de Julho
Vampire Weekend , Hot Chip , Patrick Watson , Leftfield , Tiago Bettencourt & Mantha , Sweet Billy Pilgrim , Ricardo Villalobos , Rita Redshoes
18 de Julho
Empire of the Sun , The National , Spoon , John Butler Trio , Sharon Jones & The Dap Kings , Wild Beasts , Laurent Garnier , Mary B , Zé Salvador , Rui Vargas & André Cascais

Paredes de Coura 2010
28 a 31 de Julho
http://www.paredesdecoura.com/
31 de Julho

The Specials , Dandy Warhols
Sem data definida: White Lies, Klaxons, Gallows, Enter Shikari e We Have Band

Sudoeste 10
4 a 8 Agosto
Zambujeira do Mar, Odemira
5 de Agosto
Palco TMN

M.I.A. , Flaming Lips
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Rye Rye , The Very Best , Kruder & Dorfmeister
Palco Sapo Positive Vibes
Richie Campbell , Israel Vibration , Tarrus Riley , Lire Le Temps
6 de Agosto
Palco TMN

Jamiroquai , James Morrison , Colby Caillat
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Lykke Li
Palco Sapo Positive Vibes
Human Chalice , Jah Cure , Zion Train , Supersonic
7 de Agosto
Palco TMN
Sugababes
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Friendly Fires
Palco Sapo Positive Vibes
Marrokan , Midnite , Black Seeds
8 de Agosto
Palco TMN
Massive Attack , Air - por confirmar , Mike Patton's Mondo Cane , David Guetta
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Beirut
Palco Sapo Positive Vibes
The Wailers, Bird, Steel Pulse , Pow Pow Movement

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Arcade Fire - jogo de pistas

Suburbs Presumivel novo album/single/filme
Spike Jonze Implicado algures
Rock en Seine (Setembro 2010) The Soundealers planeiam assistir ao come back

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Julia & Angus Stone - Desta vez com o "Down the way"


Nunca tinha ouvido falar destes irmãos australianos, mas quando ouvi Big jet plane e And the boys pareceu-me que este sound sempre esteve presente nos meus auscultadores. Não é déjà vu, nem déjà entendue, é mesmo ... Bolas ! é isso mesmo !
Isto chama-se apaixonar-se à primeira escuta ou então muito boa musica.

O novo album, o segundo, Down the way, chega-nos carregadinho de banda sonora para este mês, este ano, esta vida ...
E por isso mesmo e por muito mais não consegui escolher e aqui estão dois sons diferentes, duas vozes distintas. Venham descobrir comigo, que eu ainda agora comecei... And the boys :



Big jet plane :


http://www.angusandjuliastone.com/
http://www.myspace.com/angusandjuliastone

Discografia - A book like this - primeiro album

Mlle_Carla, bem com a vida (sonora)

terça-feira, 11 de maio de 2010

I was there - Eu não disse que ía ser bom? Port O'Brien no Santiago Alquimista. Porque não apareceram?


Não esperem grande coisa quando vos disser que depois conto como foi um concerto, não esperem um daqueles relatos super-hiper profissionais com o alinhamento e os nomes das músicas e os adjectivos técnicos todos e tudo. É que eu estou lá e lá tudo muda! Ah, e como já deu para perceber há também o delay! Mas desculpas à parte, cá vai: quando cheguei, estava-se na primeira parte, com Carcrashlander (pseudónimo de Cory Gray, trompetista da banda que acompanha Laura Gibson) e fiquei triste e ansiosa... não estava quase ninguém. Por instantes só pensava: ´mas será que me enganei e não vai ser nada animado??' Mas foi! Pois foi! Os Port O'brien não se inibiram ou desmotivaram,´puxaram-nos' para a sua beira com palavras humildes e bem humoradas e como se a sala estivesse cheia brindaram-nos com a sua música e entregaram-se a ela. Num ambiente, não diria cosy, mas super cosy, fomos conversando entre canções encantadoras.
O culminar claro está, previsível, mas e ainda bem, animado!!!:
 'I woke up today' com as gargantas bem abertas e todos (e quando digo todos, tirem apenas 5 que ficaram a fazer de público para nós) cabíamos no palco, and 'All we Could do Was Sing'!!!
Loud!!!!!
Mais ou menos assim:

 
Os Port O'Brien são rock, indie, folk, e são a Cambria Goodwin (vocalista ausente!) o Van Pierszalowski (vocalista), o Ryan Stively (baixista), Joshua Barnhart (baterista) e Caleb Nichols (guitarrista). Depois de 'The Wind and the Swell', uma compilação de algumas músicas que tocavam e cantavam juntos, editaram 'All We Could Do was Sing' o que lhes permitiu a digressão pelos EUA com Bright Eyes e Nada Surf e pela Europa com Modest Mouse. O segundo e mais recente álbum de originais "Threadbare" foi o mote para a visita a Portugal.

E no encore, a surpresa, com Laura Gibson:

 
IndieAna em Delay Mode

segunda-feira, 10 de maio de 2010

We have Band - WHB - E eu tenho ouvidos !


Os We have band agarraram em inspirações do dance floor dos anos 80, misturaram com a tecnologia de ponta dos nossos dias, e embrulharam tudo num ar antigo e acustico de guitarra na mão.
Confusos ?
Tudo é muito simples:
Dede escreve as letras, Thomas is the computer man e o Darren encontra a melodia.

Em 2008, sai um primeiro single o punk-funk Oh ! Acompanhado de Hear it in the cans e Time after Time
Para que nem possamos respirar, atacam-nos com uma reprise West End Girls dos Pet Shop Boys.

Mas agora, com o novo album WHB baralharam tudo e dam-nos com um sound mais introspectivo, menos dançante (snif...), mas muito original (ah !).

E digam-me uma coisa, é so a mim que Hero Knows faz pensar em Depeche Mode ?



Mlle_Carla - ETO

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mais logo, Port O'Brien no Santiago Alquimista: vai ser Fun ou Fun?



Há várias surpresas quotidianas que me deixam o coração cheio e assim, meio parvinho, com um smile bem estampado! Não tenho dúvidas que uma delas é não estar à espera de ir a um 'sítio', que até queria ir, mas por haver outras tantas prioridades, rotinas, responsabilidades, tinha decidido não ir, mas de repente passar a ser possível ir e, à última da hora, conseguir conjugar tudo para ir mesmo (tudo isto possível, claro, graças às pessoas fenomenais que comigo partilham o quotidiano, sem dúvida!) Mas então, quando esse 'sítio' é um concerto que estava a 'saltar', ui, o smile hoje escangalha-se a rir!
Depois vos conto se valeu a pena, mas estou a contar com muita animação:


IndieAna, em Always Smilling Mode

quinta-feira, 15 de abril de 2010

She Was There, Blood Red Shoes, Santiago Alquimista - FOGO POSTO!



Cabeças, muitas cabeças e, ao fundo, a raposa em palco. Os The Fox vêm de Torres Vedras e lançaram agora o primeiro disco. ‘Hunting Grounds’ faz-se de um rock daqueles que apetece ouvir bem alto! E bem alto se ouvia no Santiago Alquimista. As hostes para um espectáculo que deixava água na boca, antes sequer de ter começado, ficavam, assim, a cargo destes principiantes que de pequenos pareciam ter pouco. Quando se ouviu ‘One More Dance’ e ‘Pulse of The Loners’, uma deliciosa mistura de Placebo com Smashing Pumpkins – em modo de classificação – já se sentia aquele calor que antecede algo grandioso… Os The Fox despediram-se. O palco desfez-se. E o som que se ouvia agora era o de ‘entretém’… Passavam 10 minutos… Depois 15m… Depois meia hora! No intervalo das cervejas que se iam buscar ao bar, olhava-se para o palco na esperança de ver uma cabeça loira acompanhada de uma morena de cabelo quase preto… Os assobios tornaram-se inevitáveis. E as palmas soavam mais alto do que a música de ‘entretém’. Quando todos pensávamos ‘o que se passa?’, eis que o tempo lá passa e o palco quase que engole Steven Ansell e Laura-Mary Carter. Shoes on! A guitarra começa, a bateria acompanha, a entrega do público é total… E à medida que os pulos aumentavam de altura, de altura aumentava a voz dos Blood Red Shoes. Os instrumentos tentavam simplesmente acompanhar. Porque na verdade, tudo se queria sentir e ouvir! ‘Light it Up’ e ‘You Bring Down’ foram sabiamente atirados para um público que tinha feito o trabalho de casa e que tão bem os soube receber. Atiçado que foi o gosto com o concerto no festival Paredes de Coura, o êxtase ao terceiro tema foi total. As gargantas gritavam: ‘I Wish I Was Someone Better’. ‘This Is Not For You’, ‘Don't Ask’ e ‘Say Something, Say Anything’ mantinham o nível incendiário e o momento alto estava ainda para vir… Quando a guitarra e a bateria se juntaram para tocar ‘Heartsink’, Steve Ansell convidou quem ali estava a subir ao palco e os acordes fizeram-se assim… Ali perto, todos… Com gritos altos e braços no ar! E assim se retiravam. Em resposta aos incessantes ‘yeah’s’, a dupla retomava o palco, sem grande esforço… ‘Count Me Out’, ‘Doesn't Matter Much’, ‘Surf Song’ e ‘Colours Fade’ punham ponto final num espectáculo que se fazia acompanhar por ‘moches à antiga’. O registo que começou alto, alto sempre se manteve. Os Blood Red Shoes agradeciam a entrega do público e a apresentação do novo trabalho, ‘Fire Like This’ obedecia a um registo simples: uma guitarra, uma bateria e muita vontade de sentir a música… Uma vontade comum a quem dava e recebia. O fogo no Santiago Alquimista foi posto e com ele a vontade de nos deixarmos incendiar…! Queremos mais!
L.A.T.
 

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O "Hustle" dos Tunng tomou conta da radio NOVA de Paris, e ainda bem !!!

Se sintonarem a radio francesa NOVA, a probabilidade de ficarem bem dispostos é de 80% (os restantes 20% são publicidade), e uma das principais razões é este super-sound dos Tunng. Eles são britânicos, muito originais, tocam com conchas, se for preciso, para nos darem experiências sonoras inéditas.
Este ultimo album, mais pop que os anteriores, da-nos bons motivos para o incluirmos na banda sonora do nosso quotidiano, deixo-vos "Huslte", porque agora parece estar em todo o lado para onde me viro, mas ja tinha sido conquistada por "It-s because... we've got hair".



Discografia : Mother's Daughter and Other Songs (2005), Comments of the Inner Chorus (2006), Good Arrows (2007), ...And Then We Saw Land (2010)
Mike Lindsay


Eles são : Sam Genders , Ashley Bates (ex baterista dos Shoegaze Charpenthouse), Phil Winter , Becky Jacobs , Martin Smith

Mais informações em: http://www.tunng.co.uk/

Mll_Carla, apaixonada por este grupo surpresa

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Farfalo - Reserva de todos os sons para muitos gostos


No mesmo muito bom album Reservoir cabe muita coisa mesmo muito boa, do melhor dos Arcade Fire, à cereja em cima do bolo dos Sigur Ross, passando pela nata de Beirut e não deixando de lado as pérolas raras de Clap Your Hands Say Yeah.
Simon Balthazar é o fundador sueco deste grupo londrino que toca de tudo um pouco da clarinete ao violino, da guitarra ao bandolim.
Farfalo, um grupo a ouvir e a seguir de muito perto.



http://www.myspace.com/fanfarlo

Mlle_Carla, muito satisfeita consigo mesma por ter descoberto isto

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DIOYY, Does It Offend You, Yeah? Or not?

Não fazia ideia no que me ía meter antes de chegar ao palco Super Bock, do último Óptimus Alive. Depois dos Placebo no palco principal (que achei tão apagados, ou era eu, abalada com o cancelamento do concerto de Depeche Mode, para o dia seguinte) e nunca sabendo bem o que queria ou conseguia até aos Prodigy, queria apanhar qualquer coisa (The Ting Tings, ou Fischerspooner...) O que apanhei, e tão bem, foram os DIOYY. Gostava de "Epic Last Song" e "Dawn Of The Dead" mas tinha ouvido, assim...levianamente este primeiro álbum: 'You Have No Idea What You're Getting Yourself Into'.
Se este som vos fere os ouvidos pela positiva, não deixem de se ofender, se possível, ao vivo. Energia, autenticidade, agressividade q.b., entrega e diversão pura. Comparados a nomes como (e reparem na diversidade) The Prodigy, Daft Punk, Digitalism, The Killers, Klaxons, Muse, Gorillaz, estão por todo o lado em colaborações e remixes e DJProjects.

Foi ao relembrar por um amigo Facebookiano este "Being Bad Feels Really Good" que voltei à ofensiva e estou viciada.


Vem aí o segundo álbum, 'Don't Say We Didn't Warn You'!!!

IndieAna, em mode de aviso

sexta-feira, 2 de abril de 2010

E ainda e finalmente e sempre sobre o Plastic Beach dos Gorillaz


E quando ouvimos boa, mas mesmo muito boa música no supermercado, ali mesmo ao pé da prateleira dos ovos, isto é … Gorillaz ! Completamente mainstreamizado, este som qualquer dia ainda vai parar ao top + e aí vamos saber que vivemos num país civilizado, que aprendeu tudo o que tinha a aprender com a CE e a abertura das fronteiras.
Com Superfast Jellyfish como soundtrack eu digo "São 34 meias dúzias de ovos, pff !"
Tivésse este blog 425654732 mil seguidores e lançaria agora aqui mesmo uma petição para obrigar as grandes (e as medias e as pequenas) superfícies a terem mais cuidado com o que nos obrigam a ouvir...

E agora que já tivémos tempo para ouvir melhor este novo sound, aqui está o deal :

Pois, segundo esta vossa dealer, este 3° episódio da saga Gorillaz, era o que se devia levar num Mp3 se alguma vez naufragármos numa ilha deserta, seja ela de plástico ou não.
Numa entrevista e por todo o lado se pode ler que este seria o album mais pop da nossa vida e eu digo "nem tanto assim". Mesmo é verdade que se deixa ouvir bem e se gosta logo à primeira escuta. Na minha humilde opinião, este album é talvez o menos acessivel dos Gorillaz e duvido que "Stylo" passe tantas vezes nas festas privadas do meu amigo Aymeric, e de aliás de todos os adolescentes retardados (grupo onde ainda me vou encaixando) como, por exemplo, o foi o "Feel good oh oh ".

Só sei que entre este novo Gorillaz e os meus auscultadores a história já vai longa e mesmo muito hipnotizante.
Damon, eu sei que estás ai, algures ... é só para te dizer que We love U !

E pronto era só para dizer isto. Nem sempre saiem post interessantes, Somos todos humanos ...
Tenham um bom fds, porque eu também vou ter !

quinta-feira, 25 de março de 2010

O que é NATIONAL é tão bom!


Os norte-americanos The National, acabam de revelar o primeiro single do seu novo álbum, High Violet, com saída prevista para 11 de Maio.
O single chama-se "Bloodbuzz Ohio" e está disponível no site da banda: ouçam lá:
Não sei o que dizer, porque tinha de dizer tanto e seria tudo tão pouco, tão pequenino e tão influenciado... é que eu amo o Matt Berninger, e fico totalmente embalada e toldada pela voz arrastada dele... nestes casos dizer coisas para quê?

IndieAna completamente in love mode

quarta-feira, 24 de março de 2010

Deixem Entrar o Caos Ordenado dos Fool’s Gold


Porque é que a Califórnia cheira a Benga, Juju ou Soukous? Como é que a Califórnia do sol e dos beach boys encaixa a sonoridade do Quénia, da Nigéria, do Congo? Qual a probabilidade de dois judeus de Israel, emigrados nos EUA, se conhecerem num campo de férias, sentirem um forte apelo pela música africana e dance pop dos 80’s, pegarem em instrumentos e, simplesmente, criar?

São, sem dúvida, perguntas com pertinência musical, que eficazmente podem ser respondidas por Luke Top (baixista-vocalista) e Lewis Pesacov (guitarrista), mentores do projecto Fool’s Gold.

Oriundos de L.A., Califórnia este grupo de músicos, que ao vivo podem variar entre os 8 e os 12, dão uso a uma mescla de instrumentos que vão desde a guitarra e teclados, ao saxofone, djambé e um tamborim adquirido nas ruas do Cairo, no Egipto. Quando questionado sobre as influências aparentemente dispares do grupo, Luke Top confidencia que funcionam muito à base de uma ligação consertada entre os membros da banda, todos eles ligados a outros projectos musicais com raízes na soul, rock e pop. È portanto lógico que em palco a energia criativa dos Fool’s Gold se assuma com maior pungência e uma grande carga de diversão, particularmente em registos como Surprise Hotel e Nadine, exercícios de cozinheiros que sabem como preparar um caldeirão gourmet de world music.

A sua discografia conta com o álbum de estreia, Surprise Hotel, que se assume como a imagem da identidade multicultural da banda e que, a meu ver, alinha de forma surpreendente vários estilos musicais e não só. Está patente também um trabalho rítmico que convida os outros sentidos a actuarem, proporcionando, a todo o momento, requebros corporais e o cheiro da savana africana. A comprovar o ecletismo e potencial de inovação de Fool’s Gold estão as remisturas oficiais, disponíveis para escutar no myspace da banda, de memory tapes e micachu & the shapes que revisitaram ao seu jeito as canções Nadine e Surprise Hotel respectivamente.

Fool’s Gold é, portanto, a fusão de várias culturas, credos e estilos musicais em tom coeso e animado, puxado pela oleada máquina de riffs de Pesacov e a voz de Top, que alterna entre o Hebraico e o Inglês, dando uma expressão muito própria à sua identidade musical globalizada ou, como li num determinado fascículo musical de índole duvidosa, ao seu alter-modernismo.

Depois de ouvir não restam dúvidas, que caiam as barreiras e os formalismos de género estilístico e que entre a diversidade e o pluralismo. O pessoal agradece!


mp3: Fool’s Gold – Surprise Hotel (Micachu & The Shapes Remix)

mp3: Fool’s Gold – Nadine (Memory Tapes Remix)

Myspace: http://www.myspace.com/foolsgold

Noguchi Yuken, da cripta

segunda-feira, 22 de março de 2010

MGMT - Congratulations em escuta integral

No site oficial dos Management : http://www.whoismgmt.com/

1. It's Working
2. Song For Dan Treacy
3. Someone's Missing
4. Flash Delirium
5. I Found A Whistle
6. Siberian Breaks
7. Brian Eno
8. Lady Dada's Nightmare
9. Congratulations

domingo, 21 de março de 2010

Villeneuve - um segundo "date"


Benoît de Villeneuve é parisiense, para além de musico, também é produtor e faz as coisas como manda o protocolo. Começou em 2005, com um First Date electro-pop. Produziu alguns sons franceses que não passaram fronteiras e agora reaparece, com o seu Dry Marks of Memory , muito rico, variado, profundo. O mundo inteiro cabe dentro deste albúm, desde as guitarradas acústicas, ao electro, ao free-Jazz, ao Rock Indie. E tudo soa a novo.

No Dry Marks Of Memory as faixas valem mesmo a pena, mas umas mais do que outras...
As que passam e repassam nos meus auscultadores (também vou fazer as coisas como devem ser feitas desta vez) :
Na faixa Dry Marks Of Memory é o próprio Villeneuve que canta, bom piano e sons de pássaros ao fundo
A Patterns - bateria e guitarras - o som mais rock deste album
A Words Of Yesterday (electro) e a Second Start (acustica) cantadas por Liz Green
The Sun, balada cantada por Nili, dos Lilly Wood &The Pricks
A faixa pop soul Yours And Yours, cantada por Ozark Henry
E claro o EP que começou isto tudo o Death Race
O fã que nos fornece este clip via Youtube acrescenta "Whatever the future, you won't escape to this song." Atenção pff ao som do piano omnipresente e mesmo muito bom! FYI o clip é feito com imagens do filme THX1138 (1971) de Georges Lucas.



Para quem quiser acrescentar no Wikipédia : Villeneuve participou nas Bandas sonoras de filmes francius Mesrine e Baile de Actrizes

Album anterior - First date 2005 (electro pop)

http://www.villeneuvemusic.com/

http://www.myspace.com/villeneuvemusic


Mlle_Carla,  faixa a faixa