sábado, 17 de julho de 2010

16º Super Rock 16 Julho

Concerto fucking awesome dos The Temper Trap, a merecer a menção honrosa por parte desta vossa dealer, bem enquadrados por uns Beach House impecáveis e uma outra dimensão patrocinada pelos Grizzly Bear, acompanhados pela sweet Victoria. Pequeno arrefecimento pela parte dos Cut Copy.
St. Vincent, a banda a acompanhar e nunca mais largar. Mas vamos por partes, que a noite foi longa e prometia.


Godmen
Arrancar um festival, com um público que ainda não está lá, que tem que lutar contra um forte efeito de contra luz, nunca será fácil, mas estes valentes portugueses, equipados por uma voz inesperada, que se exprimia em todos os registos, com especial incidência para aquele tão especial, que normalmente só se encontra em shows dragqueen, e um público fanático de 5 primos e 8 amigos. Uma bateria, um baixo, um guitarra. Ok, pode ser. Podem ficar, passaram o teste.



Jamie Lidell
Um movimento groovy, de calções e chinelo, abriu com bom ambiente o palco grande. Jamie Lidell, distribui boas sonoridades e vibrações, com a sua band, o keyboardman Jimmy de Nashville e um computador que lhe amparou o jogo numa boa performance de beat box, num momento one man and machine show. Os hits Another Day, do novo album apresentou-nos o Enough is enough, mas foi o Multiply, especialmente dedicado aos street singers da frente, ao público da esquerda, do catinho da direita e de ali de trás, que ajudou o público a dançar, de preferênca à sombra, com um sorriso feel good.


St Vicent
From Brooklin, New York, entrámos fundo num underground luminoso. Não sabiam que existia ? Existe. Num universo paralelo, original, que nos vem lembrar que ainda não está tudo feito e que, com ouvidos bem abertos, anda existem surpresas sonoras que valem a pena serem ouvidas.
A ouvir muito depressa e em silêncio Actor out of work, The strangers, Help me e Now, now.
I love St. Vincent
Thank you very much
Obrigado very much, já dizia a excelente Annie Clark. Voz e talento a seguir.


Mayer Hawthorne
Maybe so, maybe no, maybe ... ainda só estavam os mesmos que tinham sido embalados por Jamie Lidell, a maioria nunca tinha ouvido Mayer Hawthorne, mas mesmo assim, ele arrisca um microfone para o público à espera da resposta ao refrão. Resposta que, evidentemente, não veio, mesmo se a boa vontade estava lá, Mayer sabia que ía ser assim, mas arriscou, um risco controlado e num second degree muito apreciado para quem tem sentido de humor ou já conhece os videoclips com mensagem de I´m a looser, baby. E mais a história de alguém que lhe pediu um autógrafo e depois perguntou "You´re Vince Vaugh, right?". Fatinho gingão branco de risquinhas azulinhas bébé, Mayer marca pontos com voz de gente grande, num segmento onde os cantores são levados à séria. Um Sinatra com auto derisão, que já privou com Snoop Doggy Dog e de onde saíu Gangsta love. Tivémos ainda direito a uma viagem a Motown, com o A strange arragement. E para os single people, uma palavrinha de (des)encorajamento Just ain´t gonna work out.
Alguém que suba ao palco para lhe dar um beijinho !


Beach House
O festival à séria começa agora, com verdadeiros fãs, verdadeira... bom, não vou dizer verdadeira música, porque essa já tinha por aqui passado, mas que ficava aqui bem, ficava.
Victoria Legrand, aclamada "Victoria, you´re my light", por um fã mais entusiasta, dominou ao centro, o teclado e assegurou com a voz que se conhece e a cabeleira que enlouquece. O público já vinha rendido de casa e do alto do pedestal, os Beach House fizeram desfilar os êxitos esperados, de um dream rock indie pop do melhor se faz por aí, Use to be, Silver Soul, Zebra e o mais recente Norway. Anedotas de Céline Dion à parte You know you're gold, you don't gotta worry none / Oasis child, born and so wild / Don't I know you better than the rest / All deception, all deception from you, os Beach House estiveram num estado de graça e fizéram-nos saber, com uns "You´re a very atractive audience, I don´t want to sound groupie" do Alex Scally ou um "We don´t know each other, but we will always have each other" da dita Victoria.
We are very lucky to be here ...
E para finalizar I'd take care of you if you'd ask me to / In a year or two / I'll take care of you, take care of you, that's true...


Cut Copy
Demasiada guitarra, para um grupo que tinha conquistado o mundo com sintetizadores ... Expectativas demasiado em alta ? É possível... E eu que queria tanto dançar loucamente ao som de Hearts on fire ou de Far away. E dancei... mas fiquei a suspirar por uma influênca mais marcada dos New Order. O público reagiu bem,a mim faltou-me o shhh e fiquei com um gosto ácido a Ibiza ao ver aquela massa dançante toda.


The Temper Trap
Dougy Mandagi tem a voz estranhamente certa, uma presença contagiosamente easy going e eléctrica, sabe que martelar um tambor à frente do palco, pode levar ao delírio, saltar para perto do público e mergulhar nele é bastante apreciado e que com o Sweet disposition pode ir longe.
Concerto de festival, braços no ar, gritos ensurdecedores das espanholas que me calharam na rifa, tudo a saltar.
Grande live deal ! Há fotos e descrições, há. Mas deviam ter estado lá !
A moment, a love / a dream, a laugh / a kiss, a cry / our rights, our wrongs / a moment, a love / a dream, a laugh / a moment, a love / a dream, a laugh


Grizzly Bear
Brooklin strikes back ! Concerto sem falhas, a dar-nos o que queriamos. Pela segunda vez neste ano, os GB, entraram sossegadinhos e explicaram-nos por A+B porque é que gostamos do estranho ambiente psicadélico em que nos mergulham. Edward Droste, apresenta-nos a sua convidada, não tão surpresa assim, Victoria Legrand, que vem dar uma nova cor a este momento com tuas canções escolhidas a dedo, Two weeks e Slow Life, com a sua realmente grande e hipnotizante voz. Foi curto, foi a meio, mas a partir daí o concerto ganhou uma nova força. E se rendidos estávamos, mais rendidos ficámos. Fica para a história, este concerto, como o concerto da bandeira branca.

Keane
Pareceu bom, pareceu fácil, muito amor à mistura, mas não houve tempo para tudo. Ouvi dizer que os casais presentes e entendidos na coisa, beijaram-se com a língua.


Pet Shop Boys
Não era fã, não fiquei. E o que eu me pelo, por uma boa teclada... Pois que havia blocos com imagens que mexiam, um drive in para quem assim o entendesse. Cubos nas cabeças. Chris Lowe andava a passear pelo palco, Go West e tal... Não é por acaso, que a melhor parte foi emprestada do Elvis, que estará always on my mind.

Mlle_Carla

sábado, 10 de julho de 2010

ALIVE 10 ! 9 Julho

Holy Gosth
Vieram para nos confirmar que mesmo com pouca virtousidade, pode-se fazer música audível. Três acordes na guitarra, quatro teclas no teclado e temos um som simpático para beber um aperitivo. Nice, nice !

Maccabees
Grande revelação neste ALIVE, uma banda a seguir de perto, com a voz exceptional de Orlando Weeks, um som original e muita vontade para dançar. Claramente ficaram surpresos pela participação do público. Houve muito First Love, foi um Precious Time e felizmente houve No Kind Words. Bom concerto. grande festa.

E depois foi a força de grandes vozes femininas que nos fizéram tirar definitivamente os pés do chão primeiro a super sexy Ty, dos New Young Pony Club, seguida pela muito poderosa Beth Ditto e, mais longe, a Skin dos Skunk Anasie.

New Young Pony Club
Mesmo com um teclado que teimava a colaborar, este concerto foi o ponto alto da noite. Num grande salto fomos a London City, celebrar o melhor que o post punk nos tem para oferecer, guiados por uma eléctrica Ty dressed to impress, equipada com uma presença de palco e uma voz que energizou fãs e virgenzinhos nestas andanças. Se esta vossa dealer já estava rendida, esta 2ª actuação em Portugal só veio confirmar que com este som em mente, a vida fica muito mais divertida e cheia de cor. Yeah !

Gossip
Aqui o pequeno recinto, ficou minúsculo. Havia pelo menos 4 vezes mais pessoas a querer estar perto deste fenónemo do que as que poderam. E nem sequer estou a falar da dezena de sortudos que realmente foram convidados a subir no palco para cantar "Heavy Cross" e abraçar e beijar a lovely Miss Ditto.
Concerto explosivo, com total rendição do público. Beth Ditto a dominar a histeria colectiva, com a voz que toda a gente já conhecia dos estúdios e quase ainda melhor ao vivo.
Alguns excertos de Talking Heads, Tina Turner, Daft Punk e Whitney Huston e poderiam fazer o que quisessem mais, pois, o público, rendido, já estava convencido. Passou-se um grande momento.
Deviam ter estado lá.

Jet
No palco grande, foi interessante ouvir rock made in Australia a tocar "Are you gonna be my girl" que serviu de campanha publicitária a um certo operador móvel num palco patrocinado por outro operador móvel... *

Skunk Anasie
Skin está em todo o lado, temos direito a um muito bom encore com o obrgatório "Hedonism" e muitos shut the fuck up ! provocadores e ao mesmo tempo simpáticos (Smile)


Mlle_Carla * Para quando um festival com menos publicidade ???

sexta-feira, 9 de julho de 2010

ALIVE 10 ! (8 Julho) Primeiras reacções

No primeiro dia do ALIVE não há vontade de sair da sombra da cena do palco lá do fundo, patrocinado por uma cerveja qualquer, e nem sequer tem nada a ver com muito sol ou com a sede. As razões são mesmo décibílicas.
É aqui que o festival acontece para este post.

The Drums
Directamente de Brooklyn, USA os The Drums encontraram um público a participar aos altos e baixos, com um grande momento no final dedicado à faixa Summertime. O preto e vermelho de Jonathan Pierce lembra-nos que não é só com a música que nos levam aos gloriosos anos dos Smiths, numa versão happy. Podem voltar sempre que quiserem.

Devendra Banhart
Com introduções a lembrar Bob Dylan, concerto simpático com melodias suaves a embalar no início, mas a agitar com moderação quando se vai buscar sons ao album Charles C. Leary ou o divertido Lover. Final com direito a uma interação especial com o público da frente ao bom som de I feel just like a child. Para quem esteve por trás das barraquinhas de hotdogs houve direito a sessão de autógrafos e abraços.

Florence and the Machine
Atrás da bateria o nome escrito branco no preto, gaiolas, mulher enérgica de branco, cabelo vermelho, luzes azuis e, depois da oferta do público, coroa de flores na cabeça. Boa e aguda voz ao vivo. Boa interação, Florence faz de maestrina e o público reage, Florence diz para saltar, o público salta, "Raise your ends", bom... vocês percebem o ambiente. Bom live deal, sem batota. Grande momento no Dogs days are over. A Florence é uma máquina !

The XX post com muitos "excelentes" e pontos de exclamação nas entrelinhas
Percebeu-se finalmente porque é que se chamam X. Duas vezes X. Durante todo o concerto e só para quem esteve atento, os The XX fizeram sexo tântrico com o público. Longe da sensualidade animal de um Mick Jagger, os The XX conhecem também o ponto G de quem leva os ouvidos para este tipo de experiências. Se até aqui teci elogios à voz dela, ontem foi ele que esteve em todo o lado e não tão certinho como estava à espera. Muito, muito, muito Bom. Bons arranjos, excelente, e já estou a contar com alguns problemas técnicos que podiam muito bem nem ser aqui referidos.
Momento alto deste concerto ? Começou a meados do ano passado e está para durar.
Este texto devia ter sido todo escrito em maiúsculas e a negrito.
Sem medo da repetição os The XX estão a revolucionar a música, com a introdução da perfeição.

La Roux
Cenário de banda desenhada, cabelo de Tintin, capa de batman, roupa de Spirou. O estilo não é tudo neste espectáculo, as boas sonoridades estiveram presentes, o estaminé transformou-se numa muito boa festa. A voz nem sempre esteve à altura, but ... who cares ? E ainda por cima começou com Tiger Lilly, a conquista fez-se logo no primeiro capítulo.

Biffy Clyro
E saltos e guitarras e bateria por todo o lado e tatuagens, claro, muitas e más. E o vizinho do lado que não se cala aos gritos "É um grande abuso!" e braço no ar mãozinha com os dedos do demo, isto é sempre mau sinal. Quer normalmente dizer que a vossa dealer tem que sair dali o mais depressa possível. Sobre a música não posso falar, que disto não percebo nada...

Faith no More
Esta dealer gosta dos hits e pouco mais, como não esteve lá para os ouvir... e teve pena da sua falta de ominipresença, só teve a "sorte" de ouvir o sempre grande e genial Mike Patton a cantar "português" o que é sempre interessante, até porque, de repente fica com voz de Eros Ramazotti. Mas isto sou só eu a dizer mal de uma banda que até vou admirando. Mas, não deu para tudo ...

E hoje há mais !

Mlle_Carla

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Reacendimento!

Há alturas de vida que se compadecem com a música que ouvimos, parece que encaixam na perfeição… Ou então a busca dessas músicas faz-se uma vontade que nos é intrínseca, mas ao mesmo tempo inconsciente. Aconteceu-me isso com ao single - grandioso e tão aguardado!! - do novo registo de estúdio dos Árcade Fire. Confesso que quando pela primeira vez o novo trabalho  – single cujo nome não me recordo – não me soou ao colectivo canadiano e a paixão não foi imediata. Mas quando tropecei na canção que fala em ‘começar de novo’, tudo parecia fazer sentido… O poder da música, a majestosidade - a que tão deliciosamente nos têm habituado - o ritmo crescente e a letra sobre sentimentos grandes… Está tudo lá! A avaliar por ‘Ready to Start’ o regresso de uma das melhores e mais notáveis bandas da actualidade, faz-se de qualidade assinalável. Ansiosamente, aguardamos o lançamento de ‘The Suburbs’ a 2 de Agosto!



Leo

quarta-feira, 9 de junho de 2010

The Morning Benders, dia 18 Julho no SBSR


Há bandas que nos fazem sonhar, outras que nos fazem vibrar, outras que nos fazem saltar para o meio da pista de dança e outras que nos provocam rasgados sorrisos… E depois há os The Morning Benders. Sem grandes explicações, o que se passa com a música destes meninos é de definição simples: canções que fazem sentir bem e que apetecem cantarolar, óptimas no combate aos laivos de má disposição que possam eventualmente surgir durante o dia ou até prescritas para ultrapassar aquela sensação horrível de ter acordar nas primeiras horas matinais... Só têm dois aninhos, estrearam-se em 2008 com ‘Talking Through Tin Cans’ (um registo que ganhou o título de melhor trabalho indie/alternativo de 2008, no iTunes) e o ano passado o eco engrandeceu com o trabalho (notável!) ‘Big Echo’. Andaram na estrada com bandas como The Kooks,  Death Cab For Cutie, Ra Ra Riot, The Rosebuds, Au Revoir Simone We Are Scientists, White Rabbits e The Submarines. E este ano o caminho vem dar a terras lusas. É verdade! O colectivo californiano actua no Super Bock Super Rock, no último dia do festival: dia 18 de Julho, no palco EDP. Com influências – mais que nítidas! – dos Beach Boys, trazem o som da praia para bem perto de nós, e de perto esperamos todos ouvir a harmonia melódica de pequenas delícias como ‘Excuses’ ou ‘Promises’ .
 
 
 http://www.myspace.com/themorningbenders
Leo

terça-feira, 8 de junho de 2010

She Was There, Grizzly Bear@Coliseu Lx- E o urso veio à cidade…


‘Imaginem que isto é uma sala de espera de um hotel e eu sou a vossa entertainer… Divirtam-se!’ E a sala, que não estava ainda totalmente cheia, ria e descontraidamente entrava com Cibelle por caminhos de Terra Cruz. O cenário visual, em estilo cabaret, convidava a uma viagem serena. A música, excêntrica como só ela sabe, contradizia a serenidade e levava quem ouvia por caminhos de momentânea insanidade, à semelhança de uma Janis Joplin em meados de 70 num qualquer palco de Woodstock. ‘The Gun And The Knife’, a balada sentimental, como lhe chamou, ‘Escute Bem’, ‘Sad Piano’ e uma versão de ‘It's Not Easy Being Green’, essa mesma, a música do Sapo Cocas, foram algumas das músicas que intercalava com pequenos gracejos do género “agora vou imitar a voz de uma novela da globo, mas uma novela das 19h da tarde…”. Um concerto que cumpriu o propósito de aquecer um público que começava a chegar.

Passados 15 minutos do final dessa excêntrica primeira parte, eis que o urso se faz ao palco!
Com um cenário que deliciosamente imitava uma festa de aldeia, com direito a lâmpadas penduradas em fios, o fenómeno Grizzly Bear enchia corações. Em êxtase, o público, que dele tinha tanta sede, já enchia um Coliseu sentado (um formato que nunca apetece, principalmente com uma banda destas!). ‘Southern Point’ abre as hostes. E depois, com Cheerleader, já começa a apetecer levantar… e o concerto só agora começou… ‘Lullabye’ e a fenomenal ‘Knife’, registos do segundo disco de originais, onde o folk abraça a genialidade musical de quem dele se apodera são os registos que se seguem e, sem nos apercebermos, estamos todos completamente rendidos! Porque os Grizzly Bear são assim: uma doce mistura de ar de meninos do colégio com um registo poderoso em palco, quase como se o urso ganhasse forma de leão.

As músicas, que já são fortes, ganham ali o triplo da força e as vozes de Edward Droste e Daniel Rossen, acompanhados pelos instrumentos de Christopher Taylor (baixo), à esquerda, e Christopher Bear (bateria), à direita, não deixam margem para dúvidas: a banda de Brooklyn é fenomenal em formato live!  Antes de ‘Fine For Now’ e ‘Two Weeks’, aproveitam para fazer o elogio típico ao país, fazem-no como uma graça que só eles conseguem: “Tomámos tempo para conhecer a cidade. Gostávamos de cá vir assim... de 5 em 5 meses!” Ao que o público responde em formato êxtase!

Seguiram-se ‘Two Weeks’, ‘Colorado’, que trouxe o rock  e os riffs enfurecidos e ‘Deep Blue Sea’, que trouxe um momento de pura magia, sublime! ‘Ready Able’ dá continuidade à sensação de arrepio na espinha e é nessa altura que a banda anuncia a sua presença no SBSR. ‘I Live With You’ e ‘Foreground’,  ‘While You Wait For The Others’, ‘On a Neck’, ‘On a Spit’ e ‘Fix It’ (o único tema do primeiro disco) trazem a amarga despedida.

O encore, reservado a Veckatimest e uma versão acústica de ‘All We Ask’ dá o toque final a um espectáculo que nos ultrapassou a todos em grandeza.

 Leo

domingo, 6 de junho de 2010

LCD Soundsystem (Optimus alive 10!)

Se tiverem que preparar um aperitivo no terraço no Verão num final de tarde de um 5a. feira e o DJ de serviço partiu a perna num acidente de scooter não muito grave e não pode vir, então, este post pode revelar-se muito util. 
Comecem com um muito cool Someone Great, depois para se sentirem como quando eram teenagers cliquem em Sound of Silver. A esta altura ja devera haver muito boa gente com 4 ou 5 Mojitos a mais, que começam a ficar unusually wild então Drunk Girls (2010) devera ter um bom efeito, até porque também devera drunk boys ... Mais tarde Disco Infiltrator levera a vossa party a um outro nivel. E para um momento Marcarena, ponham todo o people a imitar a coregrafia de On repeat.  

Pois é, James Murphy, um dos norte americanos de NY city mais cool que vão pisar o solo português neste Verão, chegou ficar (mesmo que ande ha muito a ameaçar parar) para alegrar profundamente os nossos fins de tarde solarengos.
Para nos situarmos melhor e sabermos onde os encaixar, desta vez são eles mesmo que nos ajudam. And I quote " gay stuff. disco. bored people. a poorly executed fist-fight. sandwiches without too much meat and stuff on them. records that you used to hate but are kind of cool now that you heard them again years later at your friend's house. hipster nonsense. midrange, and not so much bass-and-treble. an engine that needs the timing looked at and is running at capacity. a band." E pronto, assim fica tudo mais simples.

E aqui ficam com uma cover better than real de Alan Vega "Bye Bye Bayou"



Mle_Carla, à espera do aperitivo

sábado, 5 de junho de 2010

New Young Pony Club (Optimus Alive 10 !)

Outra vez Londres. We will always have London... O nome é em referência a um grupo irlandês "Pony Club", segundo a cantora Tahita Bulmer, aka, Ty, mas so acredita quem quiser.
Os entendidos nas gavetas enfiam-os no movimento "New rave" ou no "Fluokids" ali mesmo, bem arrumadinhos entre os Klaxons, ou Hadouken!, os The Rapture e os Cansei de Ser Sexy.
Entre os seus dois albuns o meu coraçãozinho dançante balança mais para o primeiro, o Fantastic Playroom (Ice Cream e The Bomb cliquem ! cliquem ! são os sons que farão dançar os braços e as pernas mais timidas), mas aceita muito bem o novo Optimist, que estranhamente me parece mais pessimista, que acaba de estrear.
Para ir na crista da onda, estou a fundo no novo album. Para ter a certeza que não me enganei na preferência... E como é fim de semana e não vou à praia, não me apetece escolher entre os dois hits deste novo album, por isso, aqui vai um :


E aqui vai o outro :

Have Fun !

Discografia :  2007 - Fantastic Playroom, 2010 - The Optimist
Site oficial - http://newyoungponyclub.com/
Outros sites : http://www.wearepony.com/
www.myspace.com/newyoungponyclub


Mlle_Carla, optimista, mas de olho e ouvido no Ice Cream

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Crookers (Optimus Alive 10 !)

Os Crookers são um duo de DJs que fez um primeiro albúm, Tons of friends, estranhamente repleto de grandes nomes como Kelis, Roisin Murphy, Spank Rock, Will.I.AM, Yelle, Soulwax e Kardinal Offishall. Eles explicam que conseguiram convencer toda a gente com o segredo da receita de pasta da avó de um deles e que também fizeram muito amor com todos os participantes. And you know ... italians do it better...
A primeira vez que percebi que os Crookers eram algo a infiltrar nos meus auscultadores com urgência, foi quando a Roisin Murphy (Moloko) quase me fez ter uma acidente de viação. Ouvir rádio, enquanto se conduz pode ser mesmo muito perigoso, principalmente se, do nada, bate-nos o som que está no quadradinho aqui em baixo. Para a próxima bebo alcool ou falo ao telemóvel, sempre é mais seguro.


And they are :  Andrea Fratangelo, aka, Phra et Francesco Barbaglia, aka, BOT que em 2003 tiveram a boa ideia de formar os Crookers. Encontra-se por aí muitos remixes desde duo, mas tropeçamos agradavelmente mais vezes no "Day N night" de Kid Cuti.

Mlle_Carla, quase a ir contra os semaforos...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vampire Weekend, Holiday, new video (SBSR 17 Julho)


Porque ainda não estavam neste blog, não sei explicar porquê.
Os seus dois álbuns 'Vampire Weekend' e o recente 'Contra' são dos mais usados pelos meus ouvidos.
Porque o som é para dançar, é ritmo, é férias.
Porque estou de férias.
Porque têm um novo video-clip.
Porque sim.
http://www.vampireweekend.com/


IndieAna, em Holiday mode

segunda-feira, 31 de maio de 2010

La Roux - Será que é desta que a vamos ver/ouvir ? Optimus Alive 10


Foi há uns meses atrás que um iluminado me apresentou o som de La Roux, explicando-me que se tratava de "algo" a meio caminho entre Lady Hawke e a Kyle Minogne dos anos 80. Foi a medo que me deixei ficar sem tapar os ouvidos. I was wrong !
Imagem androgena à la David Bowie, com uma onda controladamente rebelde. Som inspirado nos saudosos sintetizadores dos 80, alguém disse Depeche Mode ?, longe, longe da Lady Gaga com quem às vezes é comparada.
La Roux, como já devem ter desconfiado não foi o primeiro nome que veio à cabeça dos seus pais quando a viram na maternidade, Elly Jackson, londrina do sul é mais nova do que me apetece dizer, tem muito, muito estilo e chegou para não nos deixar sentar sossegados.
Com o album Quicksand, saíu um single do mesmo nome, os dois mega hits In for the Kill e Bulletproof e um não menos mediático I'm not your Toy. Mas o que me faz mesmo shake my @@s é este Tiger Lili :




Dentro do género, mas um pouco mais ao lado podem experimentar Little Boots ou checkar o que anda a fazer a cantora dos Moloko bring them back !!! Roisin Murphy.
Não sei se repararam mas este post com 7 links foi um três em um.

Mlle_Carla, dançando ao som da espera dos festivais de Verão

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Snow Patrol, será que vai nevar no Rock In Rio?


Eu podia dizer que era daquelas pessoas que dizia 'Eu não vou ao Rock In Rio'. Agora já não posso. Aliás, passei a ter muito cuidado com isto de dizer coisas, daquelas que dizemos como se fossem verdades absolutas, desde que há uns meses foi anunciada a vinda, pela primeira vez a Portugal, de uma banda que sigo há bastante tempo e que nunca tive oportunidade de ver ao vivo e a cores. E a Patrulha da Neve vai actuar onde? Pois, é já hoje no Rock In Rio. E agora sou daquelas pessoas que dizem 'Eu vou ao Rock In Rio' este ano e quem sabe se não passo a ir mais vezes?

Os Snow Patrol tocam hoje no Palco Mundo e a Rita dos Sapatos Vermelhos vai estar com eles. Rita RedShoes cantará com Gary Lightbody, o vocalista e líder dos Snow Patrol, o tema  'Set the Fire to the Third Bar', originalmente cantado por Martha Wainwright, do álbum “Eyes  Open” editado pela   banda em 2006. Esta canção está ainda incluída no novo álbum dos Snow  Patrol, "Up To Now", uma colecção dos seus grandes êxitos.


http://www.snowpatrol.com/
IndieAna em 'bora' lá ao RIR mode

quarta-feira, 26 de maio de 2010

He was there ! The XX na Aula Magna

Não sou habitué em reviews mas os dealers pediram-me um relato e aqui estou eu a cumprir uma promessa, quase religiosamente.
Para dizer a verdade e para seguir a linha do que vivi durante muito pouco tempo ontem à noite, nem deveria dizer nada.
A palavra chave foi minimalismo.
Fiel ao album, o concerto foi puro, sem faltas, iluminado com excelência e claro, memorável.

Fácil de imaginar, dress code all black. Coloquem o album a tocar uma única vez nos auscultadores, fechem quase completamente os estores, abram e fechem os olhos e extasiem-se naquilo que é o melhor som dos últimos tempos.
Os que foram mais rápidos do que a sombra e conseguiram os bilhetes para a Aula Magna assistiram durante pouco menos de uma hora a um concerto com a precisão de uma orquestra bem afinada.

Mais palavras para quê ? Quem esteve lá deverá compreender o que escrevi aqui.

Para quem tem pouca imaginação, em Bruxelas foi assim:


J.S.

Outro post sobre The XX aqui

terça-feira, 25 de maio de 2010

Festivais de Verão - O guia 2010 (Actualização)

Atenção !
Este post é itinerante e evolutivo. A informação nele compilada foi considerada de utilidade publica.

Optimus Alive ! 10
Passeio maritimo de Algés - 8 9 10 Julho
http://optimusalive.net/
8 de Julho

Palco Optimus
Faith No More , Alice in Chains , Kasabian , Moonspell , Biffy Clyro
Palco Super Bock
Florence and the Machine , The xx , La Roux , Calvin Harris , Burns , The Drums
9 de Julho
Palco Optimus
Skunk Anansie , Manic Street Preachers , Deftones , Mão Morta , Jet
Palco Super Bock
Gossip , Hurts , New Young Pony Club , The Maccabees , Booka Shade , Holy Ghost! , Steve Aoki , Bloody Beetroots
10 de Julho
Palco Optimus
Pearl Jam , LCD Soundsystem , Gogol Bordello , Gomez , Dropkick Murphys
Palco Super Bock
Simian Mobile Disco , Peaches , Big Pink , Boys Noize , Girls , Miike Snow , Crookers

SuperRock SuperBock 16a edição
16, 17 e 18 de Julho, Herdade do Cabeço da Flauta, Meco
16 de Julho

Pet Shop Boys , Cut Copy , Keane , Jamie Lidell , Beach House , Palma's Gang , St. Vincent , The Temper Trap , M-Nus Showcase: Richie Hawtin, Marco Carola e Magda
17 de Julho
Vampire Weekend , Hot Chip , Patrick Watson , Leftfield , Tiago Bettencourt & Mantha , Sweet Billy Pilgrim , Ricardo Villalobos , Rita Redshoes
18 de Julho
Empire of the Sun , The National , Spoon , John Butler Trio , Sharon Jones & The Dap Kings , Wild Beasts , Laurent Garnier , Mary B , Zé Salvador , Rui Vargas & André Cascais

Paredes de Coura 2010
28 a 31 de Julho
http://www.paredesdecoura.com/
31 de Julho

The Specials , Dandy Warhols
Sem data definida: White Lies, Klaxons, Gallows, Enter Shikari e We Have Band

Sudoeste 10
4 a 8 Agosto
Zambujeira do Mar, Odemira
5 de Agosto
Palco TMN

M.I.A. , Flaming Lips
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Rye Rye , The Very Best , Kruder & Dorfmeister
Palco Sapo Positive Vibes
Richie Campbell , Israel Vibration , Tarrus Riley , Lire Le Temps
6 de Agosto
Palco TMN

Jamiroquai , James Morrison , Colby Caillat
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Lykke Li
Palco Sapo Positive Vibes
Human Chalice , Jah Cure , Zion Train , Supersonic
7 de Agosto
Palco TMN
Sugababes
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Friendly Fires
Palco Sapo Positive Vibes
Marrokan , Midnite , Black Seeds
8 de Agosto
Palco TMN
Massive Attack , Air - por confirmar , Mike Patton's Mondo Cane , David Guetta
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Beirut
Palco Sapo Positive Vibes
The Wailers, Bird, Steel Pulse , Pow Pow Movement

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Arcade Fire - jogo de pistas

Suburbs Presumivel novo album/single/filme
Spike Jonze Implicado algures
Rock en Seine (Setembro 2010) The Soundealers planeiam assistir ao come back

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Julia & Angus Stone - Desta vez com o "Down the way"


Nunca tinha ouvido falar destes irmãos australianos, mas quando ouvi Big jet plane e And the boys pareceu-me que este sound sempre esteve presente nos meus auscultadores. Não é déjà vu, nem déjà entendue, é mesmo ... Bolas ! é isso mesmo !
Isto chama-se apaixonar-se à primeira escuta ou então muito boa musica.

O novo album, o segundo, Down the way, chega-nos carregadinho de banda sonora para este mês, este ano, esta vida ...
E por isso mesmo e por muito mais não consegui escolher e aqui estão dois sons diferentes, duas vozes distintas. Venham descobrir comigo, que eu ainda agora comecei... And the boys :



Big jet plane :


http://www.angusandjuliastone.com/
http://www.myspace.com/angusandjuliastone

Discografia - A book like this - primeiro album

Mlle_Carla, bem com a vida (sonora)

terça-feira, 11 de maio de 2010

I was there - Eu não disse que ía ser bom? Port O'Brien no Santiago Alquimista. Porque não apareceram?


Não esperem grande coisa quando vos disser que depois conto como foi um concerto, não esperem um daqueles relatos super-hiper profissionais com o alinhamento e os nomes das músicas e os adjectivos técnicos todos e tudo. É que eu estou lá e lá tudo muda! Ah, e como já deu para perceber há também o delay! Mas desculpas à parte, cá vai: quando cheguei, estava-se na primeira parte, com Carcrashlander (pseudónimo de Cory Gray, trompetista da banda que acompanha Laura Gibson) e fiquei triste e ansiosa... não estava quase ninguém. Por instantes só pensava: ´mas será que me enganei e não vai ser nada animado??' Mas foi! Pois foi! Os Port O'brien não se inibiram ou desmotivaram,´puxaram-nos' para a sua beira com palavras humildes e bem humoradas e como se a sala estivesse cheia brindaram-nos com a sua música e entregaram-se a ela. Num ambiente, não diria cosy, mas super cosy, fomos conversando entre canções encantadoras.
O culminar claro está, previsível, mas e ainda bem, animado!!!:
 'I woke up today' com as gargantas bem abertas e todos (e quando digo todos, tirem apenas 5 que ficaram a fazer de público para nós) cabíamos no palco, and 'All we Could do Was Sing'!!!
Loud!!!!!
Mais ou menos assim:

 
Os Port O'Brien são rock, indie, folk, e são a Cambria Goodwin (vocalista ausente!) o Van Pierszalowski (vocalista), o Ryan Stively (baixista), Joshua Barnhart (baterista) e Caleb Nichols (guitarrista). Depois de 'The Wind and the Swell', uma compilação de algumas músicas que tocavam e cantavam juntos, editaram 'All We Could Do was Sing' o que lhes permitiu a digressão pelos EUA com Bright Eyes e Nada Surf e pela Europa com Modest Mouse. O segundo e mais recente álbum de originais "Threadbare" foi o mote para a visita a Portugal.

E no encore, a surpresa, com Laura Gibson:

 
IndieAna em Delay Mode

segunda-feira, 10 de maio de 2010

We have Band - WHB - E eu tenho ouvidos !


Os We have band agarraram em inspirações do dance floor dos anos 80, misturaram com a tecnologia de ponta dos nossos dias, e embrulharam tudo num ar antigo e acustico de guitarra na mão.
Confusos ?
Tudo é muito simples:
Dede escreve as letras, Thomas is the computer man e o Darren encontra a melodia.

Em 2008, sai um primeiro single o punk-funk Oh ! Acompanhado de Hear it in the cans e Time after Time
Para que nem possamos respirar, atacam-nos com uma reprise West End Girls dos Pet Shop Boys.

Mas agora, com o novo album WHB baralharam tudo e dam-nos com um sound mais introspectivo, menos dançante (snif...), mas muito original (ah !).

E digam-me uma coisa, é so a mim que Hero Knows faz pensar em Depeche Mode ?



Mlle_Carla - ETO

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mais logo, Port O'Brien no Santiago Alquimista: vai ser Fun ou Fun?



Há várias surpresas quotidianas que me deixam o coração cheio e assim, meio parvinho, com um smile bem estampado! Não tenho dúvidas que uma delas é não estar à espera de ir a um 'sítio', que até queria ir, mas por haver outras tantas prioridades, rotinas, responsabilidades, tinha decidido não ir, mas de repente passar a ser possível ir e, à última da hora, conseguir conjugar tudo para ir mesmo (tudo isto possível, claro, graças às pessoas fenomenais que comigo partilham o quotidiano, sem dúvida!) Mas então, quando esse 'sítio' é um concerto que estava a 'saltar', ui, o smile hoje escangalha-se a rir!
Depois vos conto se valeu a pena, mas estou a contar com muita animação:


IndieAna, em Always Smilling Mode

quinta-feira, 15 de abril de 2010

She Was There, Blood Red Shoes, Santiago Alquimista - FOGO POSTO!



Cabeças, muitas cabeças e, ao fundo, a raposa em palco. Os The Fox vêm de Torres Vedras e lançaram agora o primeiro disco. ‘Hunting Grounds’ faz-se de um rock daqueles que apetece ouvir bem alto! E bem alto se ouvia no Santiago Alquimista. As hostes para um espectáculo que deixava água na boca, antes sequer de ter começado, ficavam, assim, a cargo destes principiantes que de pequenos pareciam ter pouco. Quando se ouviu ‘One More Dance’ e ‘Pulse of The Loners’, uma deliciosa mistura de Placebo com Smashing Pumpkins – em modo de classificação – já se sentia aquele calor que antecede algo grandioso… Os The Fox despediram-se. O palco desfez-se. E o som que se ouvia agora era o de ‘entretém’… Passavam 10 minutos… Depois 15m… Depois meia hora! No intervalo das cervejas que se iam buscar ao bar, olhava-se para o palco na esperança de ver uma cabeça loira acompanhada de uma morena de cabelo quase preto… Os assobios tornaram-se inevitáveis. E as palmas soavam mais alto do que a música de ‘entretém’. Quando todos pensávamos ‘o que se passa?’, eis que o tempo lá passa e o palco quase que engole Steven Ansell e Laura-Mary Carter. Shoes on! A guitarra começa, a bateria acompanha, a entrega do público é total… E à medida que os pulos aumentavam de altura, de altura aumentava a voz dos Blood Red Shoes. Os instrumentos tentavam simplesmente acompanhar. Porque na verdade, tudo se queria sentir e ouvir! ‘Light it Up’ e ‘You Bring Down’ foram sabiamente atirados para um público que tinha feito o trabalho de casa e que tão bem os soube receber. Atiçado que foi o gosto com o concerto no festival Paredes de Coura, o êxtase ao terceiro tema foi total. As gargantas gritavam: ‘I Wish I Was Someone Better’. ‘This Is Not For You’, ‘Don't Ask’ e ‘Say Something, Say Anything’ mantinham o nível incendiário e o momento alto estava ainda para vir… Quando a guitarra e a bateria se juntaram para tocar ‘Heartsink’, Steve Ansell convidou quem ali estava a subir ao palco e os acordes fizeram-se assim… Ali perto, todos… Com gritos altos e braços no ar! E assim se retiravam. Em resposta aos incessantes ‘yeah’s’, a dupla retomava o palco, sem grande esforço… ‘Count Me Out’, ‘Doesn't Matter Much’, ‘Surf Song’ e ‘Colours Fade’ punham ponto final num espectáculo que se fazia acompanhar por ‘moches à antiga’. O registo que começou alto, alto sempre se manteve. Os Blood Red Shoes agradeciam a entrega do público e a apresentação do novo trabalho, ‘Fire Like This’ obedecia a um registo simples: uma guitarra, uma bateria e muita vontade de sentir a música… Uma vontade comum a quem dava e recebia. O fogo no Santiago Alquimista foi posto e com ele a vontade de nos deixarmos incendiar…! Queremos mais!
L.A.T.
 

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O "Hustle" dos Tunng tomou conta da radio NOVA de Paris, e ainda bem !!!

Se sintonarem a radio francesa NOVA, a probabilidade de ficarem bem dispostos é de 80% (os restantes 20% são publicidade), e uma das principais razões é este super-sound dos Tunng. Eles são britânicos, muito originais, tocam com conchas, se for preciso, para nos darem experiências sonoras inéditas.
Este ultimo album, mais pop que os anteriores, da-nos bons motivos para o incluirmos na banda sonora do nosso quotidiano, deixo-vos "Huslte", porque agora parece estar em todo o lado para onde me viro, mas ja tinha sido conquistada por "It-s because... we've got hair".



Discografia : Mother's Daughter and Other Songs (2005), Comments of the Inner Chorus (2006), Good Arrows (2007), ...And Then We Saw Land (2010)
Mike Lindsay


Eles são : Sam Genders , Ashley Bates (ex baterista dos Shoegaze Charpenthouse), Phil Winter , Becky Jacobs , Martin Smith

Mais informações em: http://www.tunng.co.uk/

Mll_Carla, apaixonada por este grupo surpresa

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Farfalo - Reserva de todos os sons para muitos gostos


No mesmo muito bom album Reservoir cabe muita coisa mesmo muito boa, do melhor dos Arcade Fire, à cereja em cima do bolo dos Sigur Ross, passando pela nata de Beirut e não deixando de lado as pérolas raras de Clap Your Hands Say Yeah.
Simon Balthazar é o fundador sueco deste grupo londrino que toca de tudo um pouco da clarinete ao violino, da guitarra ao bandolim.
Farfalo, um grupo a ouvir e a seguir de muito perto.



http://www.myspace.com/fanfarlo

Mlle_Carla, muito satisfeita consigo mesma por ter descoberto isto

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DIOYY, Does It Offend You, Yeah? Or not?

Não fazia ideia no que me ía meter antes de chegar ao palco Super Bock, do último Óptimus Alive. Depois dos Placebo no palco principal (que achei tão apagados, ou era eu, abalada com o cancelamento do concerto de Depeche Mode, para o dia seguinte) e nunca sabendo bem o que queria ou conseguia até aos Prodigy, queria apanhar qualquer coisa (The Ting Tings, ou Fischerspooner...) O que apanhei, e tão bem, foram os DIOYY. Gostava de "Epic Last Song" e "Dawn Of The Dead" mas tinha ouvido, assim...levianamente este primeiro álbum: 'You Have No Idea What You're Getting Yourself Into'.
Se este som vos fere os ouvidos pela positiva, não deixem de se ofender, se possível, ao vivo. Energia, autenticidade, agressividade q.b., entrega e diversão pura. Comparados a nomes como (e reparem na diversidade) The Prodigy, Daft Punk, Digitalism, The Killers, Klaxons, Muse, Gorillaz, estão por todo o lado em colaborações e remixes e DJProjects.

Foi ao relembrar por um amigo Facebookiano este "Being Bad Feels Really Good" que voltei à ofensiva e estou viciada.


Vem aí o segundo álbum, 'Don't Say We Didn't Warn You'!!!

IndieAna, em mode de aviso

sexta-feira, 2 de abril de 2010

E ainda e finalmente e sempre sobre o Plastic Beach dos Gorillaz


E quando ouvimos boa, mas mesmo muito boa música no supermercado, ali mesmo ao pé da prateleira dos ovos, isto é … Gorillaz ! Completamente mainstreamizado, este som qualquer dia ainda vai parar ao top + e aí vamos saber que vivemos num país civilizado, que aprendeu tudo o que tinha a aprender com a CE e a abertura das fronteiras.
Com Superfast Jellyfish como soundtrack eu digo "São 34 meias dúzias de ovos, pff !"
Tivésse este blog 425654732 mil seguidores e lançaria agora aqui mesmo uma petição para obrigar as grandes (e as medias e as pequenas) superfícies a terem mais cuidado com o que nos obrigam a ouvir...

E agora que já tivémos tempo para ouvir melhor este novo sound, aqui está o deal :

Pois, segundo esta vossa dealer, este 3° episódio da saga Gorillaz, era o que se devia levar num Mp3 se alguma vez naufragármos numa ilha deserta, seja ela de plástico ou não.
Numa entrevista e por todo o lado se pode ler que este seria o album mais pop da nossa vida e eu digo "nem tanto assim". Mesmo é verdade que se deixa ouvir bem e se gosta logo à primeira escuta. Na minha humilde opinião, este album é talvez o menos acessivel dos Gorillaz e duvido que "Stylo" passe tantas vezes nas festas privadas do meu amigo Aymeric, e de aliás de todos os adolescentes retardados (grupo onde ainda me vou encaixando) como, por exemplo, o foi o "Feel good oh oh ".

Só sei que entre este novo Gorillaz e os meus auscultadores a história já vai longa e mesmo muito hipnotizante.
Damon, eu sei que estás ai, algures ... é só para te dizer que We love U !

E pronto era só para dizer isto. Nem sempre saiem post interessantes, Somos todos humanos ...
Tenham um bom fds, porque eu também vou ter !