segunda-feira, 19 de julho de 2010

16º Super Rock 18 Julho

It was Funky time com o Prince. The Soundealers blogue esteve presente num concerto que revolucionou preconceitos, abriu horizontes e forneceu pura diversão em quantidades planetárias.
Em baixo, segue o relato, consciente, que quem não esteve lá, não pode perceber, o porquê de tanto histerismo.
No podium dos melhores concertos desta noite encontra-se também The National, a despertar emoções e coros entusiasmados.
Fraude da noite com os Empire of the Sun.

Stereophonics
A tocar ainda com sol, com um público de braços no ar e aos saltos, bastante numeroso, para esta hora, que vibrou até ao final com Since I told you it´s over.
Não querendo muito falar de logística, o fenónemo Prince, não terá sido bem previsto pela organização, que fez perder, mesmo a quem gosta de chegar no princípio, os concertos que começam as hostes.
Thank you ! Ladies and gentlemen, Mr. Marvin Gaye ! brincou no final, um bem humorado, Kelly Jones. Estava a referir-se à musiquinha do intervalo.


Spoon
Ainda não tinham cortado a musica para entreter e já Britt Daniel arrancava a solo com uma guitarra, o "Mean and the bean". Com uma simpatia e humildade, que fazia apetecer levá-lo para casa.
Já com a banda completa, avançaram com um excelente "Don´t make me a target", com o refrão a ser entoado pelos fãs lá do princípio.
O público não chegou a aderir totalmente a este grupo, cheio de cartas na manga, como o muito festivaleiro e bom "Don´t you Evan". Podia ter sido melhor, mas a culpa não foi de quem estava em cena, que nos deu um show honesto e generoso. Fica para a próxima. Nós é que dizémos, Thank you Spoon !
Já houve quem se adiantou e nos mostra como foi o don´t make me a target ontem, aqui. Vão lá depressa. Obrigada ao fã.



The National
Um ano depois de um grande concerto para três gatos pingados o Sudoeste, The National encontra uma enchente no Super Rock. Com verdadeiros fãs, pelo meio. Um Matt Berninger, autêntico, declara-se grato a esta aclamação. Nós também.
De fato escuro, Mr Berninger, deu-se como só ele se sabe dar, com um generoso e, felizmente, habitual, contacto privilegiado com o público. Uma voz a toda a prova. Uma extrema sensibilidade para as sonoridades que vão sendo distribuídas no palco e muita entrega honesta e pura.
I love you Matt !!
Desculpem o momento groupie, mas tinha que tirar isto do meu sistema.
Momentos altos ? Todos. Músicas velhas, novas, assim assim.
Só para citar, aleatoriamente, o que fez vibrar, um muito cantado pelo público "Fake Empire" e "Apartment Story", um momento de pura pele de galinha com o "About today"
No youtube, já houve quem espalhasse vídeos amadores, ide lá, eu conto passar assim a minha tarde ! O som não é bom, as imagens são péssimas, mas a essência lá.


Prince
I´m gonna be your DJ tonight
Let´s party !!!!!!!!!!!!!!! Gritámos todos, logo a seguir do som de arranque "Let´s go crazy"
Prince é um nome que promete história, depois de se ver os concertos num ecrã, ficamos com uma ideia que vai haver encenações, algum culto à personalidade, muito groovy e alguma sopa com musiquinhas românticas aqui e ali. Ao vivo, Prince baralha as cartas e tudo o que faz, faz bem, todos os preconceitos caem por terra e mesmo aqueles sons mais à Purple Rain que todos adoram menos eu, transformam-se e adere-se a tudo, TUDO. Mesmo a cantar Hé Portugal 20 vezes, no meio de uma das nossa canções de eleição, Cream. Aderimos. Cantamos o dito hino nacionalista e o pior é que vibramos.
You got the look e 1999. Se eram outras das músicas que marcaram positivamente a nossa personalidade, agora, depois de as ouvir assim tão perto, nunca mais de lá vão sair. Prince, de uma forma ou de outra, contribuiu para o que somos hoje. Está cá dentro, bem mais impregnado do que pensámos, e mesmo que não amemos Deus, amámos seguramente Prince.
Nothing compares to you foi cantada teatralmente em duelo com Shelby J., numa performance onde tudo era estudado e se tocou a perfeição. Pelo menos a perfeição revista por Prince.
Quando me disseram que ía ouvir o fado da Mariquinhas, pensei que estavam a gozar, depois de um cálculo rápido conclui que por causa desta brincadeira não iria ouvir, por exemplo, Alphabet Street. Mas no final (e no meio), uma vez mais, Prince sabia o que estava a fazer. Um dos artistas actuais mais open minded, fez-nos cantar e emocionar com Ana Moura.
I love this country
E nós, que fomos tão habituados tão habituados a piropos neste festival, desta vez, acreditámos, mesmo.
You are so high, it´s better to calm you down
Oh, no ! I´m not going to calm you down. I know what you want
E sabia.
You don´t have to be rich to be my girl, you don´t have to be cruel to rule my world
...
I mais tarde... You don´t have to watch sex in the city to rule my world
yeah ! KISS
Grande final Le freak, c´est chic ! E todos freakámos !!


Empire of the Sun
Estávamos ali, optimistas, depois de um show do Prince, continuávamos expectantes em relação à performance da nova sensação australiana. E até lá estava muita coisa, adereços dos clips, atmosfera galática e muito trabalhada, 4 dançarinas com fatos diferentes para cada faixa, um Luke Steele que até veio abraçar o público e tudo, na área VIP, é certo, mas desceu.
Mas ... não convenceram, pelo menos para quem até gostava do som do estúdio e pensava nums MGMT com mais atitude em palco.
Os Empire of the Sun, optaram por dar uma comédia musical, em vez de um concerto honesto.
Falhou o carisma, a música não esteve à altura, com um grande abuso do sintetizador e um segundo guitarrista que parecia um adorno decorativo. Um pedestral no meio, que pouco mais tinha que um botão de ON e OFF para dar a maior parte do som.
E depois deste live acabei por ficar com a dúvida cruel, de que não precisava. O grupo que fez o altamente recomendável Walking on a dream, do final, é composto por músicos ou é só um produto de marketing a explorar o mais recente filão de ouro da Synthpop-rock ?


Laurent Garnier
Mon DJ chéri, Merci beaucoup, gritamos nós.
Tive tempo para saltar ao som do clássico The men with the red face. Com o DJ que incendiou o palco do clubbing. Com os seus fiéis amigos ao saxofone e à trompette. Houve mais música real, nesta tenda supostamente do tuch tum, do que no palco grande há pouco.
Last night a DJ saved my life, de perder tempo nas filas para sair do parking. Dance, dance, dance, até ao finalzinho !

Mlle_Carla, daqui a pouco vídeos clandestinos e caseiro, voltem mais tarde. Voltem sempre.

sábado, 17 de julho de 2010

16º Super Rock 17 Julho

Hot Chip ! Hot Chip ! Hot Chip !
Vampire Weekend, África, dança e Ska.
Podia ir embora feliz, mas ainda houve um Julian Casablancas cool, mesmo se a faltar qualquer coisa, uma Holly Miranda quase sagrada e um Patrick Watson por quem se ficou a chorar por mais...
A história do crescendo :

Sweet Billy Pilgrim
Uma sonoridade original, leva-nos em peregrinação, pela mão de Tim Elsenburg, armado de uma guitarra.
Doce e calma, por vezes com estranhas opções a 7 tempos ... Melódica, nada pop, dificilmente dançável. Irão sobreviver num festival de Verão ? ... Alguém que lhes sussure a fórmula secreta.
Alistair Hamer, na bateria, jubila com o ambiente  "Nos UK é muito raro um festival, assim, no meio das árvores".
Desfilam Kalypso, Stars Spil out of cups e here will it end, com um extra, um banjo, nas mãos de Anthony Bishop, que domina normalmente o baixo.
E para final, oferecem-nos um Truth only smiles com arranjos rock, 4 tempos, fácil de se gostar. Tudo está bem quando acaba bem.


Tiago Bettencourt
O que dizer ... passagem rápida pelo palco "dos grandes (?)" guiada por uma curiosidade mórbida. Confirmo que não se melhora ao vivo. Olho ao lado em busca da originalidade portuguesa... onde estão os Pop Dell´Arte ?
É só a mim que a voz parece a do Palma ? Que noto uma atitude como a de uma estrela de rock consagrada há 20 anos e um som que, salvo algumas excepções, já se ouviu noutros lados ?


A correr rapidamente daqui para fora, para não perder pitada

Holly Miranda
Quer nos apresente sons do antigo grupo The Jealous Girlfriends, quer do seu novo album The Magician´s Private Library,quer do antigo, ou ainda covers, como foi o caso de " I´d rather go blind" de Etta James, "Nobody sees me like you do" de Yoko Ono (aqui com  referência a um cristal transparente que colocou  ao pé dela), nós ficamos sempre a ganhar.
Entre o espanto do bom acolhimento do público "You guys are so kind" e risinhos timidos, Holly Miranda, deslumbrou com uma voz smoky e poderosa, melhor do que o Youtube tem neste momento, e um som entre um sombrio Waves e os luminosos Sweet dreams e Sleep on fire.


Julian Casablancas
Música do futuro.
Com ou sem Strokes, Julian Casablancas é, sem esforços, o cantor mais cool deste festival, se não da actual cena musical mundial. Quando por curiosidade, desceu a nós para ver o que se passava,porque estava so far away e alguém o agarrou, e não o largava: "Yeah, You got me, you got me" e quando o fã o finalmente deixou seguir com  sua vida "Nice to meet you too".
Como é que se inserem aqui aqueles smiles com sorriso e a piscar o olho ?
Claro que os Strokes são uma urgência, mas enquanto que vêm e não revêm, deixem-nos aproveitar um bocadinho mais. E foi o que fizémos ao som de 11th Dimension, de River of Brakelights, de 4 chords of the Apocalypse e até mesmo da Christmas song, que parece estranha a Julian Casablancas, mas que foi sem dúvida muito delirada apreciada no Meco. Ficámos à espera de encore...
Volta sempre, e podes trazer quem quiseres !


Hot Chip
Hot Chip will break your legs / Snap off your head /Hot Chip will put you down / Under the ground
Eles tinham avisado. Começaram com toda a força que tinham e nós acompanhámos com toda a energia arranjámos. Logo no início, um Boy from School numa versão party animal, seguida pela artilharia mais sofisticada One Pure thought, One night Stand, Warning, Over and Over, desta vez sem se recorrer a técnicas efeitos especiais para viver The Live Gig !
"Sempre a abrir" disse o meu vizinho do lado, sem originalidade, mas coberto de razão.
UUUaaaauuuuu !!!!!!!!!
Hot Chip ! Hot Chip !
We´ve got love
Alexis Taylor de fato branco e t-shirt onde se pode ler YES, com as maracas quando o som o exigia e o público levantava poeira, Joe Godard divertia-se com os beats, Owen Clark não parava quieto e saltava o mais alto que podia, Felix Martin escondia-se, mas nós viamo-lo e o Al Doyle tocava todos os instrumentos que não mexiam e estava em todo o lado.
E mais músicas do novo album, para se acabar em apoteose com um You are all our number one guy 
Do it, do it, do it, do it, do it, do it, do it, do it now.
Say it, say it, say it, say it, say it, say it, say it, say it now.


Patrick Watson
Foi cruel da parte da organização colocar esta banda genial de cabaret pop ao mesmo tempo que os Vampire. Deu para ver um show cortado ao meio pelas pernas que nos puxavam para o palco grande.
Muito bom concerto.
Muito mau não ter assistido a tudo.


Vampire Weekend
Já sabiamos que ía ser assim, certo ? Se já o som gravado certinho num estúdio fechado, já é o que é, só podia dar numa grande festa, muita dança, gargalhadas, bom ambiente, saltinhos ... e pó.
Para quem não conhecia (?) houve instruções para a festa do tema "One" aaaaaaaaaauuuuuuu !
Seguiu-se o Cousins, no final para um fã  "yeah, também queria ser ter primo", depois o A-Punk.
Hei, hei, hei !
Grande êxtase no momento de Holidays, e de Horchata e de ... todo o concerto.
Surpresa, só mesmo a dos Vampire, que já há muito tempo que não vinham cá e não sabiam a mossa que faziam. Claro que não queriamos que fossem embora !!! Despediram-se, mesmo assim, com pena nossa e do adorável nova iorquino Ezra Koening, que ainda nos fez saltar uma última vez ao som de Wallcott



Leftfield
Entre o que se passava no palco grande e na tenda do clubbing com o DJ Ricardo Villalobos a escolha era ser difícil, quem gostava, gostava dos dois, quem não gostava ... ía escrever blogues ... feliz da vida com o que tinha vivido.



Mlle_Carla

16º Super Rock 16 Julho

Concerto fucking awesome dos The Temper Trap, a merecer a menção honrosa por parte desta vossa dealer, bem enquadrados por uns Beach House impecáveis e uma outra dimensão patrocinada pelos Grizzly Bear, acompanhados pela sweet Victoria. Pequeno arrefecimento pela parte dos Cut Copy.
St. Vincent, a banda a acompanhar e nunca mais largar. Mas vamos por partes, que a noite foi longa e prometia.


Godmen
Arrancar um festival, com um público que ainda não está lá, que tem que lutar contra um forte efeito de contra luz, nunca será fácil, mas estes valentes portugueses, equipados por uma voz inesperada, que se exprimia em todos os registos, com especial incidência para aquele tão especial, que normalmente só se encontra em shows dragqueen, e um público fanático de 5 primos e 8 amigos. Uma bateria, um baixo, um guitarra. Ok, pode ser. Podem ficar, passaram o teste.



Jamie Lidell
Um movimento groovy, de calções e chinelo, abriu com bom ambiente o palco grande. Jamie Lidell, distribui boas sonoridades e vibrações, com a sua band, o keyboardman Jimmy de Nashville e um computador que lhe amparou o jogo numa boa performance de beat box, num momento one man and machine show. Os hits Another Day, do novo album apresentou-nos o Enough is enough, mas foi o Multiply, especialmente dedicado aos street singers da frente, ao público da esquerda, do catinho da direita e de ali de trás, que ajudou o público a dançar, de preferênca à sombra, com um sorriso feel good.


St Vicent
From Brooklin, New York, entrámos fundo num underground luminoso. Não sabiam que existia ? Existe. Num universo paralelo, original, que nos vem lembrar que ainda não está tudo feito e que, com ouvidos bem abertos, anda existem surpresas sonoras que valem a pena serem ouvidas.
A ouvir muito depressa e em silêncio Actor out of work, The strangers, Help me e Now, now.
I love St. Vincent
Thank you very much
Obrigado very much, já dizia a excelente Annie Clark. Voz e talento a seguir.


Mayer Hawthorne
Maybe so, maybe no, maybe ... ainda só estavam os mesmos que tinham sido embalados por Jamie Lidell, a maioria nunca tinha ouvido Mayer Hawthorne, mas mesmo assim, ele arrisca um microfone para o público à espera da resposta ao refrão. Resposta que, evidentemente, não veio, mesmo se a boa vontade estava lá, Mayer sabia que ía ser assim, mas arriscou, um risco controlado e num second degree muito apreciado para quem tem sentido de humor ou já conhece os videoclips com mensagem de I´m a looser, baby. E mais a história de alguém que lhe pediu um autógrafo e depois perguntou "You´re Vince Vaugh, right?". Fatinho gingão branco de risquinhas azulinhas bébé, Mayer marca pontos com voz de gente grande, num segmento onde os cantores são levados à séria. Um Sinatra com auto derisão, que já privou com Snoop Doggy Dog e de onde saíu Gangsta love. Tivémos ainda direito a uma viagem a Motown, com o A strange arragement. E para os single people, uma palavrinha de (des)encorajamento Just ain´t gonna work out.
Alguém que suba ao palco para lhe dar um beijinho !


Beach House
O festival à séria começa agora, com verdadeiros fãs, verdadeira... bom, não vou dizer verdadeira música, porque essa já tinha por aqui passado, mas que ficava aqui bem, ficava.
Victoria Legrand, aclamada "Victoria, you´re my light", por um fã mais entusiasta, dominou ao centro, o teclado e assegurou com a voz que se conhece e a cabeleira que enlouquece. O público já vinha rendido de casa e do alto do pedestal, os Beach House fizeram desfilar os êxitos esperados, de um dream rock indie pop do melhor se faz por aí, Use to be, Silver Soul, Zebra e o mais recente Norway. Anedotas de Céline Dion à parte You know you're gold, you don't gotta worry none / Oasis child, born and so wild / Don't I know you better than the rest / All deception, all deception from you, os Beach House estiveram num estado de graça e fizéram-nos saber, com uns "You´re a very atractive audience, I don´t want to sound groupie" do Alex Scally ou um "We don´t know each other, but we will always have each other" da dita Victoria.
We are very lucky to be here ...
E para finalizar I'd take care of you if you'd ask me to / In a year or two / I'll take care of you, take care of you, that's true...


Cut Copy
Demasiada guitarra, para um grupo que tinha conquistado o mundo com sintetizadores ... Expectativas demasiado em alta ? É possível... E eu que queria tanto dançar loucamente ao som de Hearts on fire ou de Far away. E dancei... mas fiquei a suspirar por uma influênca mais marcada dos New Order. O público reagiu bem,a mim faltou-me o shhh e fiquei com um gosto ácido a Ibiza ao ver aquela massa dançante toda.


The Temper Trap
Dougy Mandagi tem a voz estranhamente certa, uma presença contagiosamente easy going e eléctrica, sabe que martelar um tambor à frente do palco, pode levar ao delírio, saltar para perto do público e mergulhar nele é bastante apreciado e que com o Sweet disposition pode ir longe.
Concerto de festival, braços no ar, gritos ensurdecedores das espanholas que me calharam na rifa, tudo a saltar.
Grande live deal ! Há fotos e descrições, há. Mas deviam ter estado lá !
A moment, a love / a dream, a laugh / a kiss, a cry / our rights, our wrongs / a moment, a love / a dream, a laugh / a moment, a love / a dream, a laugh


Grizzly Bear
Brooklin strikes back ! Concerto sem falhas, a dar-nos o que queriamos. Pela segunda vez neste ano, os GB, entraram sossegadinhos e explicaram-nos por A+B porque é que gostamos do estranho ambiente psicadélico em que nos mergulham. Edward Droste, apresenta-nos a sua convidada, não tão surpresa assim, Victoria Legrand, que vem dar uma nova cor a este momento com tuas canções escolhidas a dedo, Two weeks e Slow Life, com a sua realmente grande e hipnotizante voz. Foi curto, foi a meio, mas a partir daí o concerto ganhou uma nova força. E se rendidos estávamos, mais rendidos ficámos. Fica para a história, este concerto, como o concerto da bandeira branca.

Keane
Pareceu bom, pareceu fácil, muito amor à mistura, mas não houve tempo para tudo. Ouvi dizer que os casais presentes e entendidos na coisa, beijaram-se com a língua.


Pet Shop Boys
Não era fã, não fiquei. E o que eu me pelo, por uma boa teclada... Pois que havia blocos com imagens que mexiam, um drive in para quem assim o entendesse. Cubos nas cabeças. Chris Lowe andava a passear pelo palco, Go West e tal... Não é por acaso, que a melhor parte foi emprestada do Elvis, que estará always on my mind.

Mlle_Carla

sábado, 10 de julho de 2010

ALIVE 10 ! 9 Julho

Holy Gosth
Vieram para nos confirmar que mesmo com pouca virtousidade, pode-se fazer música audível. Três acordes na guitarra, quatro teclas no teclado e temos um som simpático para beber um aperitivo. Nice, nice !

Maccabees
Grande revelação neste ALIVE, uma banda a seguir de perto, com a voz exceptional de Orlando Weeks, um som original e muita vontade para dançar. Claramente ficaram surpresos pela participação do público. Houve muito First Love, foi um Precious Time e felizmente houve No Kind Words. Bom concerto. grande festa.

E depois foi a força de grandes vozes femininas que nos fizéram tirar definitivamente os pés do chão primeiro a super sexy Ty, dos New Young Pony Club, seguida pela muito poderosa Beth Ditto e, mais longe, a Skin dos Skunk Anasie.

New Young Pony Club
Mesmo com um teclado que teimava a colaborar, este concerto foi o ponto alto da noite. Num grande salto fomos a London City, celebrar o melhor que o post punk nos tem para oferecer, guiados por uma eléctrica Ty dressed to impress, equipada com uma presença de palco e uma voz que energizou fãs e virgenzinhos nestas andanças. Se esta vossa dealer já estava rendida, esta 2ª actuação em Portugal só veio confirmar que com este som em mente, a vida fica muito mais divertida e cheia de cor. Yeah !

Gossip
Aqui o pequeno recinto, ficou minúsculo. Havia pelo menos 4 vezes mais pessoas a querer estar perto deste fenónemo do que as que poderam. E nem sequer estou a falar da dezena de sortudos que realmente foram convidados a subir no palco para cantar "Heavy Cross" e abraçar e beijar a lovely Miss Ditto.
Concerto explosivo, com total rendição do público. Beth Ditto a dominar a histeria colectiva, com a voz que toda a gente já conhecia dos estúdios e quase ainda melhor ao vivo.
Alguns excertos de Talking Heads, Tina Turner, Daft Punk e Whitney Huston e poderiam fazer o que quisessem mais, pois, o público, rendido, já estava convencido. Passou-se um grande momento.
Deviam ter estado lá.

Jet
No palco grande, foi interessante ouvir rock made in Australia a tocar "Are you gonna be my girl" que serviu de campanha publicitária a um certo operador móvel num palco patrocinado por outro operador móvel... *

Skunk Anasie
Skin está em todo o lado, temos direito a um muito bom encore com o obrgatório "Hedonism" e muitos shut the fuck up ! provocadores e ao mesmo tempo simpáticos (Smile)


Mlle_Carla * Para quando um festival com menos publicidade ???

sexta-feira, 9 de julho de 2010

ALIVE 10 ! (8 Julho) Primeiras reacções

No primeiro dia do ALIVE não há vontade de sair da sombra da cena do palco lá do fundo, patrocinado por uma cerveja qualquer, e nem sequer tem nada a ver com muito sol ou com a sede. As razões são mesmo décibílicas.
É aqui que o festival acontece para este post.

The Drums
Directamente de Brooklyn, USA os The Drums encontraram um público a participar aos altos e baixos, com um grande momento no final dedicado à faixa Summertime. O preto e vermelho de Jonathan Pierce lembra-nos que não é só com a música que nos levam aos gloriosos anos dos Smiths, numa versão happy. Podem voltar sempre que quiserem.

Devendra Banhart
Com introduções a lembrar Bob Dylan, concerto simpático com melodias suaves a embalar no início, mas a agitar com moderação quando se vai buscar sons ao album Charles C. Leary ou o divertido Lover. Final com direito a uma interação especial com o público da frente ao bom som de I feel just like a child. Para quem esteve por trás das barraquinhas de hotdogs houve direito a sessão de autógrafos e abraços.

Florence and the Machine
Atrás da bateria o nome escrito branco no preto, gaiolas, mulher enérgica de branco, cabelo vermelho, luzes azuis e, depois da oferta do público, coroa de flores na cabeça. Boa e aguda voz ao vivo. Boa interação, Florence faz de maestrina e o público reage, Florence diz para saltar, o público salta, "Raise your ends", bom... vocês percebem o ambiente. Bom live deal, sem batota. Grande momento no Dogs days are over. A Florence é uma máquina !

The XX post com muitos "excelentes" e pontos de exclamação nas entrelinhas
Percebeu-se finalmente porque é que se chamam X. Duas vezes X. Durante todo o concerto e só para quem esteve atento, os The XX fizeram sexo tântrico com o público. Longe da sensualidade animal de um Mick Jagger, os The XX conhecem também o ponto G de quem leva os ouvidos para este tipo de experiências. Se até aqui teci elogios à voz dela, ontem foi ele que esteve em todo o lado e não tão certinho como estava à espera. Muito, muito, muito Bom. Bons arranjos, excelente, e já estou a contar com alguns problemas técnicos que podiam muito bem nem ser aqui referidos.
Momento alto deste concerto ? Começou a meados do ano passado e está para durar.
Este texto devia ter sido todo escrito em maiúsculas e a negrito.
Sem medo da repetição os The XX estão a revolucionar a música, com a introdução da perfeição.

La Roux
Cenário de banda desenhada, cabelo de Tintin, capa de batman, roupa de Spirou. O estilo não é tudo neste espectáculo, as boas sonoridades estiveram presentes, o estaminé transformou-se numa muito boa festa. A voz nem sempre esteve à altura, but ... who cares ? E ainda por cima começou com Tiger Lilly, a conquista fez-se logo no primeiro capítulo.

Biffy Clyro
E saltos e guitarras e bateria por todo o lado e tatuagens, claro, muitas e más. E o vizinho do lado que não se cala aos gritos "É um grande abuso!" e braço no ar mãozinha com os dedos do demo, isto é sempre mau sinal. Quer normalmente dizer que a vossa dealer tem que sair dali o mais depressa possível. Sobre a música não posso falar, que disto não percebo nada...

Faith no More
Esta dealer gosta dos hits e pouco mais, como não esteve lá para os ouvir... e teve pena da sua falta de ominipresença, só teve a "sorte" de ouvir o sempre grande e genial Mike Patton a cantar "português" o que é sempre interessante, até porque, de repente fica com voz de Eros Ramazotti. Mas isto sou só eu a dizer mal de uma banda que até vou admirando. Mas, não deu para tudo ...

E hoje há mais !

Mlle_Carla

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Reacendimento!

Há alturas de vida que se compadecem com a música que ouvimos, parece que encaixam na perfeição… Ou então a busca dessas músicas faz-se uma vontade que nos é intrínseca, mas ao mesmo tempo inconsciente. Aconteceu-me isso com ao single - grandioso e tão aguardado!! - do novo registo de estúdio dos Árcade Fire. Confesso que quando pela primeira vez o novo trabalho  – single cujo nome não me recordo – não me soou ao colectivo canadiano e a paixão não foi imediata. Mas quando tropecei na canção que fala em ‘começar de novo’, tudo parecia fazer sentido… O poder da música, a majestosidade - a que tão deliciosamente nos têm habituado - o ritmo crescente e a letra sobre sentimentos grandes… Está tudo lá! A avaliar por ‘Ready to Start’ o regresso de uma das melhores e mais notáveis bandas da actualidade, faz-se de qualidade assinalável. Ansiosamente, aguardamos o lançamento de ‘The Suburbs’ a 2 de Agosto!



Leo

quarta-feira, 9 de junho de 2010

The Morning Benders, dia 18 Julho no SBSR


Há bandas que nos fazem sonhar, outras que nos fazem vibrar, outras que nos fazem saltar para o meio da pista de dança e outras que nos provocam rasgados sorrisos… E depois há os The Morning Benders. Sem grandes explicações, o que se passa com a música destes meninos é de definição simples: canções que fazem sentir bem e que apetecem cantarolar, óptimas no combate aos laivos de má disposição que possam eventualmente surgir durante o dia ou até prescritas para ultrapassar aquela sensação horrível de ter acordar nas primeiras horas matinais... Só têm dois aninhos, estrearam-se em 2008 com ‘Talking Through Tin Cans’ (um registo que ganhou o título de melhor trabalho indie/alternativo de 2008, no iTunes) e o ano passado o eco engrandeceu com o trabalho (notável!) ‘Big Echo’. Andaram na estrada com bandas como The Kooks,  Death Cab For Cutie, Ra Ra Riot, The Rosebuds, Au Revoir Simone We Are Scientists, White Rabbits e The Submarines. E este ano o caminho vem dar a terras lusas. É verdade! O colectivo californiano actua no Super Bock Super Rock, no último dia do festival: dia 18 de Julho, no palco EDP. Com influências – mais que nítidas! – dos Beach Boys, trazem o som da praia para bem perto de nós, e de perto esperamos todos ouvir a harmonia melódica de pequenas delícias como ‘Excuses’ ou ‘Promises’ .
 
 
 http://www.myspace.com/themorningbenders
Leo

terça-feira, 8 de junho de 2010

She Was There, Grizzly Bear@Coliseu Lx- E o urso veio à cidade…


‘Imaginem que isto é uma sala de espera de um hotel e eu sou a vossa entertainer… Divirtam-se!’ E a sala, que não estava ainda totalmente cheia, ria e descontraidamente entrava com Cibelle por caminhos de Terra Cruz. O cenário visual, em estilo cabaret, convidava a uma viagem serena. A música, excêntrica como só ela sabe, contradizia a serenidade e levava quem ouvia por caminhos de momentânea insanidade, à semelhança de uma Janis Joplin em meados de 70 num qualquer palco de Woodstock. ‘The Gun And The Knife’, a balada sentimental, como lhe chamou, ‘Escute Bem’, ‘Sad Piano’ e uma versão de ‘It's Not Easy Being Green’, essa mesma, a música do Sapo Cocas, foram algumas das músicas que intercalava com pequenos gracejos do género “agora vou imitar a voz de uma novela da globo, mas uma novela das 19h da tarde…”. Um concerto que cumpriu o propósito de aquecer um público que começava a chegar.

Passados 15 minutos do final dessa excêntrica primeira parte, eis que o urso se faz ao palco!
Com um cenário que deliciosamente imitava uma festa de aldeia, com direito a lâmpadas penduradas em fios, o fenómeno Grizzly Bear enchia corações. Em êxtase, o público, que dele tinha tanta sede, já enchia um Coliseu sentado (um formato que nunca apetece, principalmente com uma banda destas!). ‘Southern Point’ abre as hostes. E depois, com Cheerleader, já começa a apetecer levantar… e o concerto só agora começou… ‘Lullabye’ e a fenomenal ‘Knife’, registos do segundo disco de originais, onde o folk abraça a genialidade musical de quem dele se apodera são os registos que se seguem e, sem nos apercebermos, estamos todos completamente rendidos! Porque os Grizzly Bear são assim: uma doce mistura de ar de meninos do colégio com um registo poderoso em palco, quase como se o urso ganhasse forma de leão.

As músicas, que já são fortes, ganham ali o triplo da força e as vozes de Edward Droste e Daniel Rossen, acompanhados pelos instrumentos de Christopher Taylor (baixo), à esquerda, e Christopher Bear (bateria), à direita, não deixam margem para dúvidas: a banda de Brooklyn é fenomenal em formato live!  Antes de ‘Fine For Now’ e ‘Two Weeks’, aproveitam para fazer o elogio típico ao país, fazem-no como uma graça que só eles conseguem: “Tomámos tempo para conhecer a cidade. Gostávamos de cá vir assim... de 5 em 5 meses!” Ao que o público responde em formato êxtase!

Seguiram-se ‘Two Weeks’, ‘Colorado’, que trouxe o rock  e os riffs enfurecidos e ‘Deep Blue Sea’, que trouxe um momento de pura magia, sublime! ‘Ready Able’ dá continuidade à sensação de arrepio na espinha e é nessa altura que a banda anuncia a sua presença no SBSR. ‘I Live With You’ e ‘Foreground’,  ‘While You Wait For The Others’, ‘On a Neck’, ‘On a Spit’ e ‘Fix It’ (o único tema do primeiro disco) trazem a amarga despedida.

O encore, reservado a Veckatimest e uma versão acústica de ‘All We Ask’ dá o toque final a um espectáculo que nos ultrapassou a todos em grandeza.

 Leo

domingo, 6 de junho de 2010

LCD Soundsystem (Optimus alive 10!)

Se tiverem que preparar um aperitivo no terraço no Verão num final de tarde de um 5a. feira e o DJ de serviço partiu a perna num acidente de scooter não muito grave e não pode vir, então, este post pode revelar-se muito util. 
Comecem com um muito cool Someone Great, depois para se sentirem como quando eram teenagers cliquem em Sound of Silver. A esta altura ja devera haver muito boa gente com 4 ou 5 Mojitos a mais, que começam a ficar unusually wild então Drunk Girls (2010) devera ter um bom efeito, até porque também devera drunk boys ... Mais tarde Disco Infiltrator levera a vossa party a um outro nivel. E para um momento Marcarena, ponham todo o people a imitar a coregrafia de On repeat.  

Pois é, James Murphy, um dos norte americanos de NY city mais cool que vão pisar o solo português neste Verão, chegou ficar (mesmo que ande ha muito a ameaçar parar) para alegrar profundamente os nossos fins de tarde solarengos.
Para nos situarmos melhor e sabermos onde os encaixar, desta vez são eles mesmo que nos ajudam. And I quote " gay stuff. disco. bored people. a poorly executed fist-fight. sandwiches without too much meat and stuff on them. records that you used to hate but are kind of cool now that you heard them again years later at your friend's house. hipster nonsense. midrange, and not so much bass-and-treble. an engine that needs the timing looked at and is running at capacity. a band." E pronto, assim fica tudo mais simples.

E aqui ficam com uma cover better than real de Alan Vega "Bye Bye Bayou"



Mle_Carla, à espera do aperitivo

sábado, 5 de junho de 2010

New Young Pony Club (Optimus Alive 10 !)

Outra vez Londres. We will always have London... O nome é em referência a um grupo irlandês "Pony Club", segundo a cantora Tahita Bulmer, aka, Ty, mas so acredita quem quiser.
Os entendidos nas gavetas enfiam-os no movimento "New rave" ou no "Fluokids" ali mesmo, bem arrumadinhos entre os Klaxons, ou Hadouken!, os The Rapture e os Cansei de Ser Sexy.
Entre os seus dois albuns o meu coraçãozinho dançante balança mais para o primeiro, o Fantastic Playroom (Ice Cream e The Bomb cliquem ! cliquem ! são os sons que farão dançar os braços e as pernas mais timidas), mas aceita muito bem o novo Optimist, que estranhamente me parece mais pessimista, que acaba de estrear.
Para ir na crista da onda, estou a fundo no novo album. Para ter a certeza que não me enganei na preferência... E como é fim de semana e não vou à praia, não me apetece escolher entre os dois hits deste novo album, por isso, aqui vai um :


E aqui vai o outro :

Have Fun !

Discografia :  2007 - Fantastic Playroom, 2010 - The Optimist
Site oficial - http://newyoungponyclub.com/
Outros sites : http://www.wearepony.com/
www.myspace.com/newyoungponyclub


Mlle_Carla, optimista, mas de olho e ouvido no Ice Cream

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Crookers (Optimus Alive 10 !)

Os Crookers são um duo de DJs que fez um primeiro albúm, Tons of friends, estranhamente repleto de grandes nomes como Kelis, Roisin Murphy, Spank Rock, Will.I.AM, Yelle, Soulwax e Kardinal Offishall. Eles explicam que conseguiram convencer toda a gente com o segredo da receita de pasta da avó de um deles e que também fizeram muito amor com todos os participantes. And you know ... italians do it better...
A primeira vez que percebi que os Crookers eram algo a infiltrar nos meus auscultadores com urgência, foi quando a Roisin Murphy (Moloko) quase me fez ter uma acidente de viação. Ouvir rádio, enquanto se conduz pode ser mesmo muito perigoso, principalmente se, do nada, bate-nos o som que está no quadradinho aqui em baixo. Para a próxima bebo alcool ou falo ao telemóvel, sempre é mais seguro.


And they are :  Andrea Fratangelo, aka, Phra et Francesco Barbaglia, aka, BOT que em 2003 tiveram a boa ideia de formar os Crookers. Encontra-se por aí muitos remixes desde duo, mas tropeçamos agradavelmente mais vezes no "Day N night" de Kid Cuti.

Mlle_Carla, quase a ir contra os semaforos...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vampire Weekend, Holiday, new video (SBSR 17 Julho)


Porque ainda não estavam neste blog, não sei explicar porquê.
Os seus dois álbuns 'Vampire Weekend' e o recente 'Contra' são dos mais usados pelos meus ouvidos.
Porque o som é para dançar, é ritmo, é férias.
Porque estou de férias.
Porque têm um novo video-clip.
Porque sim.
http://www.vampireweekend.com/


IndieAna, em Holiday mode

segunda-feira, 31 de maio de 2010

La Roux - Será que é desta que a vamos ver/ouvir ? Optimus Alive 10


Foi há uns meses atrás que um iluminado me apresentou o som de La Roux, explicando-me que se tratava de "algo" a meio caminho entre Lady Hawke e a Kyle Minogne dos anos 80. Foi a medo que me deixei ficar sem tapar os ouvidos. I was wrong !
Imagem androgena à la David Bowie, com uma onda controladamente rebelde. Som inspirado nos saudosos sintetizadores dos 80, alguém disse Depeche Mode ?, longe, longe da Lady Gaga com quem às vezes é comparada.
La Roux, como já devem ter desconfiado não foi o primeiro nome que veio à cabeça dos seus pais quando a viram na maternidade, Elly Jackson, londrina do sul é mais nova do que me apetece dizer, tem muito, muito estilo e chegou para não nos deixar sentar sossegados.
Com o album Quicksand, saíu um single do mesmo nome, os dois mega hits In for the Kill e Bulletproof e um não menos mediático I'm not your Toy. Mas o que me faz mesmo shake my @@s é este Tiger Lili :




Dentro do género, mas um pouco mais ao lado podem experimentar Little Boots ou checkar o que anda a fazer a cantora dos Moloko bring them back !!! Roisin Murphy.
Não sei se repararam mas este post com 7 links foi um três em um.

Mlle_Carla, dançando ao som da espera dos festivais de Verão

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Snow Patrol, será que vai nevar no Rock In Rio?


Eu podia dizer que era daquelas pessoas que dizia 'Eu não vou ao Rock In Rio'. Agora já não posso. Aliás, passei a ter muito cuidado com isto de dizer coisas, daquelas que dizemos como se fossem verdades absolutas, desde que há uns meses foi anunciada a vinda, pela primeira vez a Portugal, de uma banda que sigo há bastante tempo e que nunca tive oportunidade de ver ao vivo e a cores. E a Patrulha da Neve vai actuar onde? Pois, é já hoje no Rock In Rio. E agora sou daquelas pessoas que dizem 'Eu vou ao Rock In Rio' este ano e quem sabe se não passo a ir mais vezes?

Os Snow Patrol tocam hoje no Palco Mundo e a Rita dos Sapatos Vermelhos vai estar com eles. Rita RedShoes cantará com Gary Lightbody, o vocalista e líder dos Snow Patrol, o tema  'Set the Fire to the Third Bar', originalmente cantado por Martha Wainwright, do álbum “Eyes  Open” editado pela   banda em 2006. Esta canção está ainda incluída no novo álbum dos Snow  Patrol, "Up To Now", uma colecção dos seus grandes êxitos.


http://www.snowpatrol.com/
IndieAna em 'bora' lá ao RIR mode

quarta-feira, 26 de maio de 2010

He was there ! The XX na Aula Magna

Não sou habitué em reviews mas os dealers pediram-me um relato e aqui estou eu a cumprir uma promessa, quase religiosamente.
Para dizer a verdade e para seguir a linha do que vivi durante muito pouco tempo ontem à noite, nem deveria dizer nada.
A palavra chave foi minimalismo.
Fiel ao album, o concerto foi puro, sem faltas, iluminado com excelência e claro, memorável.

Fácil de imaginar, dress code all black. Coloquem o album a tocar uma única vez nos auscultadores, fechem quase completamente os estores, abram e fechem os olhos e extasiem-se naquilo que é o melhor som dos últimos tempos.
Os que foram mais rápidos do que a sombra e conseguiram os bilhetes para a Aula Magna assistiram durante pouco menos de uma hora a um concerto com a precisão de uma orquestra bem afinada.

Mais palavras para quê ? Quem esteve lá deverá compreender o que escrevi aqui.

Para quem tem pouca imaginação, em Bruxelas foi assim:


J.S.

Outro post sobre The XX aqui

terça-feira, 25 de maio de 2010

Festivais de Verão - O guia 2010 (Actualização)

Atenção !
Este post é itinerante e evolutivo. A informação nele compilada foi considerada de utilidade publica.

Optimus Alive ! 10
Passeio maritimo de Algés - 8 9 10 Julho
http://optimusalive.net/
8 de Julho

Palco Optimus
Faith No More , Alice in Chains , Kasabian , Moonspell , Biffy Clyro
Palco Super Bock
Florence and the Machine , The xx , La Roux , Calvin Harris , Burns , The Drums
9 de Julho
Palco Optimus
Skunk Anansie , Manic Street Preachers , Deftones , Mão Morta , Jet
Palco Super Bock
Gossip , Hurts , New Young Pony Club , The Maccabees , Booka Shade , Holy Ghost! , Steve Aoki , Bloody Beetroots
10 de Julho
Palco Optimus
Pearl Jam , LCD Soundsystem , Gogol Bordello , Gomez , Dropkick Murphys
Palco Super Bock
Simian Mobile Disco , Peaches , Big Pink , Boys Noize , Girls , Miike Snow , Crookers

SuperRock SuperBock 16a edição
16, 17 e 18 de Julho, Herdade do Cabeço da Flauta, Meco
16 de Julho

Pet Shop Boys , Cut Copy , Keane , Jamie Lidell , Beach House , Palma's Gang , St. Vincent , The Temper Trap , M-Nus Showcase: Richie Hawtin, Marco Carola e Magda
17 de Julho
Vampire Weekend , Hot Chip , Patrick Watson , Leftfield , Tiago Bettencourt & Mantha , Sweet Billy Pilgrim , Ricardo Villalobos , Rita Redshoes
18 de Julho
Empire of the Sun , The National , Spoon , John Butler Trio , Sharon Jones & The Dap Kings , Wild Beasts , Laurent Garnier , Mary B , Zé Salvador , Rui Vargas & André Cascais

Paredes de Coura 2010
28 a 31 de Julho
http://www.paredesdecoura.com/
31 de Julho

The Specials , Dandy Warhols
Sem data definida: White Lies, Klaxons, Gallows, Enter Shikari e We Have Band

Sudoeste 10
4 a 8 Agosto
Zambujeira do Mar, Odemira
5 de Agosto
Palco TMN

M.I.A. , Flaming Lips
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Rye Rye , The Very Best , Kruder & Dorfmeister
Palco Sapo Positive Vibes
Richie Campbell , Israel Vibration , Tarrus Riley , Lire Le Temps
6 de Agosto
Palco TMN

Jamiroquai , James Morrison , Colby Caillat
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Lykke Li
Palco Sapo Positive Vibes
Human Chalice , Jah Cure , Zion Train , Supersonic
7 de Agosto
Palco TMN
Sugababes
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Friendly Fires
Palco Sapo Positive Vibes
Marrokan , Midnite , Black Seeds
8 de Agosto
Palco TMN
Massive Attack , Air - por confirmar , Mike Patton's Mondo Cane , David Guetta
Palco Planeta Sudoeste / Jogos Santa Casa
Beirut
Palco Sapo Positive Vibes
The Wailers, Bird, Steel Pulse , Pow Pow Movement

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Arcade Fire - jogo de pistas

Suburbs Presumivel novo album/single/filme
Spike Jonze Implicado algures
Rock en Seine (Setembro 2010) The Soundealers planeiam assistir ao come back

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Julia & Angus Stone - Desta vez com o "Down the way"


Nunca tinha ouvido falar destes irmãos australianos, mas quando ouvi Big jet plane e And the boys pareceu-me que este sound sempre esteve presente nos meus auscultadores. Não é déjà vu, nem déjà entendue, é mesmo ... Bolas ! é isso mesmo !
Isto chama-se apaixonar-se à primeira escuta ou então muito boa musica.

O novo album, o segundo, Down the way, chega-nos carregadinho de banda sonora para este mês, este ano, esta vida ...
E por isso mesmo e por muito mais não consegui escolher e aqui estão dois sons diferentes, duas vozes distintas. Venham descobrir comigo, que eu ainda agora comecei... And the boys :



Big jet plane :


http://www.angusandjuliastone.com/
http://www.myspace.com/angusandjuliastone

Discografia - A book like this - primeiro album

Mlle_Carla, bem com a vida (sonora)

terça-feira, 11 de maio de 2010

I was there - Eu não disse que ía ser bom? Port O'Brien no Santiago Alquimista. Porque não apareceram?


Não esperem grande coisa quando vos disser que depois conto como foi um concerto, não esperem um daqueles relatos super-hiper profissionais com o alinhamento e os nomes das músicas e os adjectivos técnicos todos e tudo. É que eu estou lá e lá tudo muda! Ah, e como já deu para perceber há também o delay! Mas desculpas à parte, cá vai: quando cheguei, estava-se na primeira parte, com Carcrashlander (pseudónimo de Cory Gray, trompetista da banda que acompanha Laura Gibson) e fiquei triste e ansiosa... não estava quase ninguém. Por instantes só pensava: ´mas será que me enganei e não vai ser nada animado??' Mas foi! Pois foi! Os Port O'brien não se inibiram ou desmotivaram,´puxaram-nos' para a sua beira com palavras humildes e bem humoradas e como se a sala estivesse cheia brindaram-nos com a sua música e entregaram-se a ela. Num ambiente, não diria cosy, mas super cosy, fomos conversando entre canções encantadoras.
O culminar claro está, previsível, mas e ainda bem, animado!!!:
 'I woke up today' com as gargantas bem abertas e todos (e quando digo todos, tirem apenas 5 que ficaram a fazer de público para nós) cabíamos no palco, and 'All we Could do Was Sing'!!!
Loud!!!!!
Mais ou menos assim:

 
Os Port O'Brien são rock, indie, folk, e são a Cambria Goodwin (vocalista ausente!) o Van Pierszalowski (vocalista), o Ryan Stively (baixista), Joshua Barnhart (baterista) e Caleb Nichols (guitarrista). Depois de 'The Wind and the Swell', uma compilação de algumas músicas que tocavam e cantavam juntos, editaram 'All We Could Do was Sing' o que lhes permitiu a digressão pelos EUA com Bright Eyes e Nada Surf e pela Europa com Modest Mouse. O segundo e mais recente álbum de originais "Threadbare" foi o mote para a visita a Portugal.

E no encore, a surpresa, com Laura Gibson:

 
IndieAna em Delay Mode

segunda-feira, 10 de maio de 2010

We have Band - WHB - E eu tenho ouvidos !


Os We have band agarraram em inspirações do dance floor dos anos 80, misturaram com a tecnologia de ponta dos nossos dias, e embrulharam tudo num ar antigo e acustico de guitarra na mão.
Confusos ?
Tudo é muito simples:
Dede escreve as letras, Thomas is the computer man e o Darren encontra a melodia.

Em 2008, sai um primeiro single o punk-funk Oh ! Acompanhado de Hear it in the cans e Time after Time
Para que nem possamos respirar, atacam-nos com uma reprise West End Girls dos Pet Shop Boys.

Mas agora, com o novo album WHB baralharam tudo e dam-nos com um sound mais introspectivo, menos dançante (snif...), mas muito original (ah !).

E digam-me uma coisa, é so a mim que Hero Knows faz pensar em Depeche Mode ?



Mlle_Carla - ETO